Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/storage/a/ba/fb/site1371517047/public_html/wp-content/plugins/wp-twitter-timeline/wp-twitter-timeline.php on line 236
Você está aqui: Capa / Notas I / VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES? AGNELO QUEIROZ APARECE EM PESQUISA COM 61% DE APROVAÇÃO

VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES? AGNELO QUEIROZ APARECE EM PESQUISA COM 61% DE APROVAÇÃO

Somente após aparecer nos telejornais e jornais da cidade, dando entrevistas e tentando explicar a tal “herança”maldita, o governador Agnelo aparece “bem” numa pesquisa sobre os primeiros cem dias de governo. Poucos acreditam nesta pesquisa, até porque a realidade nas ruas é outra.

A primeira pesquisa de avaliação sobre o governo de Agnelo Queiroz, realizada às vésperas do centésimo dia de mandato, mostra que o novo GDF é aprovado, até aqui, por 61% da população. O resultado é a soma das pessoas que responderam avaliar o governo como ótimo (3,7%), bom (18,6%) e regular (38,7%). Já as pessoas que não aprovam o governo, considerando-o ruim ou péssimo, soma 28,7%. A pesquisa foi feita pelo Instituto Dados com o Grupo Comunidade de Comunicação. Confira:


PESQUISA INSTITUTO DADOS/GRUPO COMUNIDADE

61% aprovam o governo Agnelo


Rodrigo Mendes de Almeida, Jornal da Comunidade

A primeira pesquisa de avaliação sobre o governo de Agnelo Queiroz, realizada às vésperas do centésimo dia de mandato, mostra que o novo GDF é aprovado, até aqui, por 61% da população. O resultado é a soma das pessoas que responderam avaliar o governo como ótimo (3,7%), bom (18,6%) e regular (38,7%). Já as pessoas que não aprovam o governo, considerando-o ruim ou péssimo, soma 28,7%.

O estudo é uma parceria dos Instituto Dados com o Grupo Comunidade de Comunicação. A pesquisa foi realizada entre 2 e 6 de abril e ouviu 3.000 eleitores em todo o DF. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais. Essa é a primeira pesquisa de uma série que o Grupo Comunidade e o Instituto Dados farão para analisar o Executivo, suas ações, o trabalho no Legislativo e a opinião do brasiliense sobre temas importantes da cidade como transporte, saúde, educação, Copa do Mundo entre outros.

A pesquisa também aponta que não há grandes diferenças nas diferentes regiões do DF, nem entre as variadas faixas de renda e etária. Com pequenas variações entre uma mostra e outra, a avaliação como regular se repete em todas. Também surge uma tendência uniforme na avaliação bom e ótimo serem um pouco superiores aos de ruim e péssimo.

O levantamento também confirmou o que vinha sendo apontado há tempos pelos então candidatos ao governo durante a campanha eleitoral de 2010, e que foi tema preponderante da disputa eleitoral: a saúde é disparado a principal preocupação da população. Nada menos que 69,8% da população consideram que esse é o principal problema de Brasília e deve ser a área prioritária a ser atacada pelo governo. A preocupação com a segurança foi a segunda mais citada, ficando com um distante 9,5% de pessoas que consideram esse o principal problema, bem abaixo do primeiro.

Em seguida, vêm dois temas que também foram bastante mencionados na campanha e que são problemas crônicos da cidade: transporte e educação. Os dois ficaram bem próximos, como terceiro e quarto mais citados. O transporte foi lembrado por 5,9% dos entrevistados, ao passo que a educação, principalmente em relação a escolas e creches, foi lembrado por 5,4%.

Como um reflexo disso, a população não aprova a atuação do governo especificamente na saúde. Quando perguntados que nota dariam, 40,4% deram a nota mínima, ou seja, 1. Somando as pessoas que deram nota entre 6 e 10, o resultado é apenas 14%. O governador Agnelo Queiroz afirma que isso é um resultado natural, pois, por mais que tenha havido avanços na questão, a atuação do GDF foi mais defensiva, e as áreas estratégicas estão sendo trabalhadas com bases sólidas, para terem efeito prolongado e duradouro – ver entrevista com Agnelo Queiroz nas páginas 4 e 5.

A atuação no governo é bem melhor avaliada em outras áreas, como educação, onde 26,7% dos entrevistados deram nota entre 6 e 10, ou segurança, onde 24,5% também deram alguma nota entre 6 e 10. Todas as outras áreas avaliadas – urbanização, sanea­mento, comunicação, infraestrutura e esporte -, a quantidade de entrevistados que deu entre 6 e 10 passou dos 30%.

A percepção local de cada comunidade, porém, aponta para outra direção. Diferentemente de quando perguntado sobre o principal problema do DF, quando o questionamento foi sobre o principal problema na região onde o entrevistado mora, a área que vem em primeiro foi segurança. 32,9% das pessoas entrevistadas afirmaram que a segurança era sua maior preocupação local. A saúde, dessa vez, vem em segundo lugar, aparecendo com 24,7%. O terceiro problema mais citado foi o transporte, com 11,7% de menções. Em seguida aparecem educação, infraestrutura, saneamento básico e urbanização, todos acima dos 3%.

Quem cuida de cada pedaço Outro índice significativo foi o de pessoas que afirmaram desconhecer quem são os administradores regionais do Distrito Federal. Ainda que esteja mais próximo da população por ter uma atuação localizada, 80,3% dos brasilienses não conhecem seu administrador regional. O índice é menor do que o de pessoas que não sabem quem compõe o secretariado e pode ser um reflexo também do pouco tempo de governo.

Entre os que afirmaram saber o nome do administrador regional, quando perguntados então o nome do titular do posto, apenas 34,5% souberam responder corretamente. 18,6% dos entrevistados deram um palpite errado, enquanto 46,9% sequer tentaram responder.

Uma equipe

Secretários de Estado do GDF mais conhecidos

A pesquisa Dados/Grupo Comunidade de Comunicação também mediu o conhecimento do brasiliense sobre os membros do primeiro escalão do governo. Em um cenário onde a palavra de ordem é que os cargos sejam ocupados com nomes com capacidade técnica e não estritamente pelo critério político, onde o normal seria que grandes nomes que querem se projetar ocupassem esse espaço, 85,7% dos entrevistados afirmaram não saber quem são os secretários de governo.

O mais conhecido deles é, também, tido como um dos homens fortes do governo e eleito com expressiva votação para deputado federal. Titular da Secretaria de Governo, Paulo Tadeu (PT) foi lembrado por 23,6% dos entrevistados. Em seguida, outro deputado federal eleito, e logo em seu primeiro pleito, o secretário de Obras Luiz Pitiman (PMDB) foi citado por 10,8% dos entrevistados. Depois deles, outros três parlamentares também eleitos foram lembrados: Alírio Neto (Justiça – PPS), com 9,5%, Geraldo Magela (Habitação – PT), com 6,8% e Arlete Sampaio (Ação Social – PT), citada por 3,4%.

Atuação da Câmara Legislativa

Indicação dos Deputados Distritais que mais se destacamIndicação dos Deputados Distritais que mais se destacam

utra avaliação foi sobre a atuação da Câmara Legislativa do DF. Usando o mesmo critério que a avaliação de governo, a Câmara obteve um índice de reprovação de 34,5%. Essa  porcentagem de pessoas acham  que a atuação da Câmara nesse início de legislatura foi péssima ou ruim. Já o índice de aprovação em relação a atuação parlamentar local regular, boa ou ótima foi de 55,6%.

Entre os entrevistados, pelo Dados 69,8% afirmaram não saber quem são os deputados distritais. 19,9%  dizem  que conhecem os integrantes da Câmara. O deputado mais lembrado do Legislativo local nesse estudo foi justamente o presidente da Casa, deputado Patrício, do PT. Ele foi citado por 8,1% dos entrevistados. Próximo desse índice, outro deputado petista, Chico Leite, foi mencionado por 7,4%.

Todos os outros parlamentares citados ficaram com índices significativamente menores. Eliana Pedrosa (DEM), Chico Vigilante (PT) e Raad Massouh (DEM) conseguiram índices acima dos 3%. As duas deputadas que se assumem como de oposição de maneira mais contundente, Celina Leão (PMN) e Liliane Roriz (PRTB) ficaram com menos de 1%.

Compartilhe:

    Sobre Donny Silva

    Donny Silva nasceu em Brasília há 48 anos. Pai de quatro filhos, é formado em comunicação institucional, jornalista profissional (desde 2003), teólogo, tradutor, fotógrafo, produtor e apresentador de TV e editor dos jornais O Evangélico e Gazeta do DF. Desde 1986 acompanha os bastidores da política no DF. Em abril de 2009 criou o Blog Donny Silva, especializado em política. Atualmente é o mais comentado, respeitado e patrocinado Blog do Distrito Federal.

    26 comentários

    1. claudinei medeiros alves

      será que alguém acredita????

    2. KAkakakakakaka……onde foi feita essa pesquisa;meu Deus!coloca os seus anjos com chicote de fogo,por favar Deus!só rindo e apelando para Deus.
      seja na classe A ou B todos falao a mesma coisa. fracasso!!!!!!!!

    3. ÊSTE INSTITUTO DADOS/GRUPO COMUNIDADE TEM QUE SER INVESTIGADOS.

    4. com certeza esta pesquisa foi manipulada,e feita entre os PETISTAS.logico que eles vao dizer que esta tudo muito bom,tudo muito bem.ademais nestas pesquisas,nunca fiu entrevistado.

    5. kakakakaka,Só rindo o que o Chico ,Eliana e Raad fiserao ate agora????E o Governador????Que vergonha meu Deus!! que pais é esse????Sera que acha que o povo é besta,bobo???Esse povo que se cuide pois a justiça de Deus tarda mais não falha.Veremos!!!!!!!!!!

    6. Não há dúvida de que a ‘pesquisa’ foi comprada. Basta um simples passeio pela cidade para vermos que em todos os seguimentos o índice de insatisfação é TOTAL. É mais uma vergonha pra nós. Será que isso é pro resto do País???? Porque aqui não cola não. Até o desempenho dos deputados é questionável. Patrício mais lembrado????? Celina e Liliane menos????? Num acredito mesmo.

    7. Mas claro que acredito em milagres, em papai notel, mula sem cabeça…
      Engraçado, mas no blog da Paola ela tinha feito uma pesquisa de aprovação do governo Agnelo e estava dando mais de 70% de reprovação.
      Acho que ela se arrependeu da pesquisa.

    8. DONNY, pergunta, eu não fui pesquisado e vc foi? E os amigos blogueiros foram?

    9. Estoria da “carochinha”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    10. Quanta balela! Pesquisa comprada e sem vergonha.

    11. luiz mauricio de medeiros

      Vamos falar sério,que pesquisa é está,eu não fui pesquisado.

    12. Que vergonha…o Agnelo nada fez ate agora…credo!!

    13. E eu que acreditava que o Jornal da Comunidade fosse serio,mas ja percebi que uma boa verba de publicidade faz milagre.Essa sim faz mmilagre!!!

    14. Esse Instituto tem mesmo é dados para o Governo! A lista dos Dep. Distritais é a ordem dos que vão ser cassados? Eu acho que o CHICO LEITE, CHICO VIGILANTE E ALÍRIO NETO deveriam estar na frente.

    15. Nem a peti$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ta Paola Lima se atreveria soltar uma pesquisa dessa.

    16. Francinaldo Coelho

      Com certeza acredito na pesquisa. O Governador Agnelo, diferentemente de outros governos do passado, em 100 dias no cargo está desempenhando um excelente trabalho. Parabéns governador Agnelo e equipe.

    17. Depois do q o Agnelo fez com o Detran, escalando só sindicalistas para administrarem o órgão, pirando muito a qualidade de vida dos moradores da cidade, desprestigiando os técnicos conhecedores do trânsito da capital do país, essa pesquisa certamente foi comprada. Eu prefiro mil vezes o Arruda, com toda a robalheira, mas pelo menos mostrou como se administra bem uma cidade…

    18. o sr Francinaldo,ou esta zombando do povo de Brasilia,ou tem um Cargo Commissionado no GDF.ou nao mora em brasilia.

    19. Senhor Donny,

      Esta pesquisa foi realizada pelo mesmo jornal que em 2007 “bateu” no então deputado Pedro Passos????
      Que disse que o “negocio” dele chama-se “publicidade”???
      Que devemos pensar do critério técnico desta pesquisa????
      Para relembrar segue texto do dialogo do empesario com o deputado.
      Os leitores desalienados que tirem suas conclusões

      As relações entre mídia e poder em Brasília
      Acusado pela Operação Navalha, deputado distrital promete agir em CPIs de acordo com interesses de dono de jornal

      À esq., o deputado distrital Pedro Passos (PMDB). À dir., o empresário Ronaldo Junqueira
      (Fotos: Divulgação/CLDF e Lincoln Iff)
      .
      Lúcio Lambranho e Eduardo Militão
       
      Um dia antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Navalha, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB) ligou para um empresário de Brasília. Na conversa, Passos demonstra tamanha intimidade com o interlocutor a ponto de lhe terceirizar a prerrogativa parlamentar de assinar ou não CPIs no Legislativo do Distrito Federal.

      Às 15h02min de 16 de janeiro, quarta-feira, os policiais federais grampearam o parlamentar numa conversa com Ronaldo Junqueira, dono do Jornal da Comunidade (ouça e leia). Os diálogos entre Passos e Junqueira não indicam nenhum crime cometido pelos dois. Mas são reveladores das relações nem sempre saudáveis entre mídia e poder, em que os interesses econômicos costumam prevalecer. Ocorreram em Brasília, mas não seriam muito diferentes se tivessem sido captados em qualquer outra cidade do país.

      Na conversa, Junqueira afirma que deputados e ex-políticos seriam sócios ocultos de empresas de outdoors na capital federal. O empresário reclama da interferência do distrital por meio de discursos em plenário sobre a distribuição das cotas de publicidade do governo do Distrito Federal. Passos, que havia ligado para reclamar de uma matéria publicada pelo jornal contra ele, acaba sendo repreendido por Junqueira: “Quando você esculhamba a publicidade do governo você está brigando com todos os jornais da cidade. Não é só comigo”, diz ao justificar o texto (leia) contrário ao distrital, acusado de favorecer a construtora Gautama, empresa-mãe investigada pela Operação Navalha, no período em que comandou a Secretária de Agricultura do DF.

      A reportagem citada por Passos remontava a denúncias de envolvimento do distrital com grilagem de terras:

      “A CPI da grilagem de terra foi uma das mais complexas por envolver o hoje deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que chegou a ter a sua prisão decretada e o seu irmão, Márcio Passos, preso pela Polícia Federal. Pedro se safou da prisão conseguindo se eleger em 2002 para uma vaga na Câmara Legislativa, e com a diplomação, conseguiu imunidade parlamentar.
       
      A máfia dos grileiros que se apossou de áreas públicas era formada por grupos organizados que falsificavam escrituras, usavam laranjas, levando o Judiciário a incorrer em erro, constituindo condomínios na aposta da teoria da irrevogabilidade do fato consumado e depois vendendo muitas vezes o que não possuíam”.
       
      Na conversa com Passos, Junqueira reclama que os deputados distritais estão propondo cortes no orçamento de publicidade do governo do DF. “Tem uns 11 deputados doidos propondo cortar 20 milhão (sic) cada um da verba do governo de publicidade e você está lá no meio. Meu Deus do céu”, protesta o empresário.
       
      “Mas pra que você vai bater em mim, o único que é seu amigo de verdade, sô? Bate nos outros dez, uai… Algum dia na vida você me pediu alguma coisa que eu falasse não para você? Você tem dúvida de que, se você pedir pra mim (sic) tirar assinatura de CPI ou botar, se eu deixo de tirar ou deixo de botar?”, responde Pedro Passos.
       
      O empresário admite na gravação que mandou fazer a reportagem contra o deputado distrital depois de um pronunciamento que o parlamentar fez sobre os gastos com propaganda. “Agora não tem uma semana que você não faz um discurso esculhambando publicidade”, reclama Junqueira. “Todo dia chega repórter meu: ‘Olha, o Pedro Passos ta lá fazendo discurso esculhambando a publicidade. Olha o Pedro Passos ta lá… P*! Que m* é essa?'”.
       
      Junqueira se vangloria de um de seus repórteres, o editor de política de seu jornal, escalado para “bater” no distrital motivado pelos seus interesses privados. “Mas por que que invés de você chamar o Calado (Ricardo Calado) pra me dar uma porrada em mim (sic), você não me chamou?”, reclama Passos. “É que o Calado é igual àqueles assassinos do Nordeste. Você manda ele atirar e ele atira. Quantos tiros, chefe?”, retruca o empresário. Passos recomenda, em dado momento, que o dono do jornal “bata” em Alírio Neto (PPS), o presidente da Casa.
       
      Deputados “por trás”
       
      Na conversa, Junqueira também reclama que a Câmara Legislativa do Distrito Federal está aumentando a verba publicitária para os outdoors espalhados pela cidade. Os empresários de jornal teriam se reunido na manhã de 16 de maio para discutir um meio de mudar a situação com o presidente da Casa, Alírio Neto (PPS). “Eu já mandei avisar para ele. Não faça essa bobagem. Esse negócio de outdoor. Eu sei que em cada empresa de outdoor tem um deputado por trás”, acusa o empresário.
       
      Segundo Junqueira, os anúncios da Casa estavam sendo veiculados nos painéis do senador cassado Luiz Estevão, do ex-deputado federal Wigberto Tartuce (PP) e do empresário Paulo Roxo – que, segundo fontes consultados pelo Congresso em Foco, foi coordenador informal de campanha do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). Roxo não foi localizado pela reportagem, assim como Estevão. Tartuce não retornou recados deixado com seu assessor.
       
      “Agora quebra nosso galho. Não mexe com esse negócio de publicidade, não, porque já tem muita gente pra dar trabalho pra nós. Vai fazer CPI do lixo, fazer o que você quiser”, sugere o dono do Comunidade ao distrital Pedro Passos.
       
      O coordenador de Comunicação da Câmara, Paulo Gusmão, disse que Alírio não comentaria as declarações grampeadas pela PF. Ele afirmou a alocação de verbas para publicidade em outdoors é proporcionalmente a mesma do ano passado, assim como os valores para jornal. Gusmão disse que nem ele nem Alírio foram procurados por donos de jornais insatisfeitos. Para este ano, a Câmara tem um orçamento de R$ 8 milhões para gastar com publicidade.
       
      As gravações mostram que Passos imaginou que o empresário temia uma eventual CPI do Lixo, para investigar irregularidades da administração de resíduos sólidos em Brasília. “Eu achei que você estava brabo até com essa do lixo. Na hora que eu vi a matéria, eu pensei que você estava contrariado era com negócio desse do lixo, porque você gosta deles aí…”, revela Pedro Passos.
       
      Mas Junqueira tranqüiliza o distrital. “Nesse negócio do lixo, eu sou amigo dos caras, mas eu não morro abraçado com isso, não. Isso não é meu negócio. Ô, Pedro, meu negócio chama-se publicidade. É faturado, pago imposto, tenho 250 empregados. Tem um negócio que serve para mim, pra minha família e pro meus amigos como você. Eu olhava e dizia o que, esse filho de uma égua, sem vergonha. Eu chamei o Calado e falei: Dá uma porrada nesse cara, p*!”, explica ele.
       
      Ajuda
       
      Na conversa, Junqueira diz ter ajudado o distrital oposicionista José Reguffe (PDT) na campanha eleitoral com a impressão de cartazes. Afirma ainda que, empossado, pediu ao parlamentar para não mexer em questões de publicidade. Leia os detalhes sobre as citações sobre Reguffe:
       
      Ronaldo Junqueira: Você conhece o Reguffe?
       
      Pedro Passos: Ah, ah…
       
      Ronaldo Junqueira: Deputado novo, cheio de gás, não sei o que. Você sabe que na eleição eu até ajudei ele. Dei uns cartaz para ele, uns trem lá.
       
      Pedro Passos: No dia que ele foi lá, tomou posse, ele foi lá… Ronaldo tem alguma coisa possa te ajudar? Eu falei nada. Nada de cargo, não tem emprego eu não quero nada. Aí ele perguntou e falou se tinha alguma coisa que podia me atrapalhar. Eu falei tem. O que é? Quando aparecer o assunto publicidade de governo você sai de plenário. Você corre disso como o diabo da cruz. Por que? Porque você pensa que tá sacaneando o governo, mas não tá. Tá sacaneando os jornais. É a Globo. É o c*. E você é muito novo para arrumar uns inimigos desses.
       
      Pedro Passos: Risos. Eu acho até que…
       
      Ronaldo Junqueira: Tanto é que se viu que no negócio das emendas ele não entrou, não.
       
      Reguffe contestou as declarações. Primeiramente, mandou ao Congresso em Foco sua prestação de conta eleitoral e extratos bancários para provar que não recebeu dinheiro nem recursos do Jornal da Comunidade. Afirmou que apenas pagou à empresa por dois anúncios que fez, como mostram os documentos, com dois cheques no total de R$ 3.500. E exibiu notas taquigráficas da Casa para provar que, na votação de lei que abriu crédito extraordinário para custear publicidade do governo, foi o único parlamentar contrário à proposta. “Tudo na minha campanha foi transparente e declarado, ao contrário de alguns deputados”, rebateu.
       
      Boa repercussão
       
      Na gravação, Junqueira diz a Passos que a reportagem publicada contra ele por seu jornal teve boa repercussão entre integrantes do governo. O secretário de Comunicação do DF, Wellington Moraes, teria dito: “Esse f.d.p. desse Pedro Passos é amigo nosso e agora resolve mexer com publicidade. Será que ele quer botar o Valério [Neves, ex-secretário de Articulação do então governador Joaquim Roriz (PMDB) e um dos membros do comitê de publicidade] na cadeia? Ele tá com raiva do Valério. Ô, Pedro, você sabe que, se abrir uma CPI aí, quem é quem vai pro pau. Você sabe”.
       
      Ao saber do comentário, o deputado responde: “Eu brinquei esses dias com o menino do Jornal de Brasília [...]: A turma do pequi [referência a políticos de Brasília que são goianos] vai tudo pra Papuda. Junqueira comenta sobre “aquela fila que tinha lá no Valério”. Papuda, no caso, é o Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília.
       
      À reportagem, Valério, hoje chefe de gabinete do senador Roriz, disse ter 26 anos de serviço público. “Mas nunca tive nenhum problema”, afirmou ele, que era responsável por fazer os empenhos aos veículos e agências de comunicação e conferir a qualidade do serviço. Quanto à “fila” sugerida por Junqueira, Valério diz ser algo normal a quantidade de pessoas reclamando, às vezes, de que o serviço prestado não foi bem atestado pelos técnicos, por exemplo, por problemas de impressão e cores.
       
      Sobre outras declarações, Valério Neves disse que Junqueira é que tem de explicá-las. Wellington Moraes não foi localizado pela reportagem.
       
      Confirmação
       
      Procurado pela reportagem, Junqueira afirmou que já sabia que a conversa havia sido grampeada pela PF. Confirmou tudo o que disse. “O que eu falei dessa gravação do Pedro Passos eu confirmo para você, eu confirmo na CPI, na rede Globo de Televisão, onde você quiser. Se você quiser, até com imagem, pode vir gravar que eu falo de novo.” Junqueira não quis entrar na discussão sobre as empresas com sócios ocultos e os políticos e empresários citados. “Eu não vou ajudar a aumentar essa lama; você cuida disso do jeito do que você quiser. Não tenho o menor interesse nisso. Sou jornalista, você sabe disso.”
       
      Junqueira também afirma em entrevista ao Congresso em Foco que não vê nenhum problema ético na sua relação com o distrital Pedro Passos. “Não vejo problema nenhum nisso. É o meu modo de pensar, eu tenho direito disso”. Sobre os “créditos impagáveis” com Passos, ele diz que eventualmente ajudava o distrital durante a campanha eleitoral assim como outros candidatos. “Eu não pedi matéria para bater. Eu informo. O verbo exato é informo. Exercendo o direito constitucional que o meu jornal e eu temos direito de fazer isso”, disse sobre a reportagem contra Passos.
       
      Perguntado se essa maneira de lidar com o deputado era uma postura ética, o dono do jornal não teve dúvidas. “Não estou preocupado com isso, meu filho. Eu sou empresário de comunicação, não sou empregado de empresa de comunicação. Se eu puder defender o governo que anuncia comigo, seja e ele o governo Cristovam Buarque [ex-governador do DF pelo PT e hoje senador do PDT], o governo Lula, não tem problema. Eu acho uma burrice político tratar de publicidade. Trata quem quer.”
       
      Sem monitoramento
       
      Sobre o deputado Reguffe, ele disse que falou para o deputado não se meter em assuntos de propaganda na Câmara Legislativa. “Tanto é que ele não me obedeceu. Ele fez um projeto de lei tratando desse assunto”, diz. Na questão das emendas que retiravam recursos de publicidade do governo Arruda, Junqueira diz que o recém-eleito deputado distrital não assinou nenhuma dessas proposições legislativas. “Mas não entrou porque não quis. Eu não estou monitorando o mandato de ninguém”, defende-se.
       
      Antes do fim da entrevista, o empresário também afirma se sentir “um personagem inútil”. Ao saber que seria citado juntamente com o deputado distrital Pedro Passos, respondeu: “Tô em boa companhia, então”.         
       
      Por meio de sua assessoria, Passos condenou o vazamento da informação, que está num inquérito policial sob segredo de Justiça. “A pessoa que tem coragem de subtrair isso não tem receio de fazer qualquer coisa e manipular as gravações”, comentou ele. Passos afirmou que não comentaria o conteúdo dos diálogos.
       
       

      ATUALIZADA EM:28/05/2007

    20. Leia a íntegra do diálogo entre Passos e Junqueira

      RONALDO JUNQUEIRA: Alô
       
      PEDRO PASSOS: Ronaldo?
       
      JUNQUEIRA: Oi.
       
      PASSOS: Você ta bom? É Pedro Passos.
       
      JUNQUEIRA: Oi, Pedro Passos. Você tá bom, sô?
       
      PASSOS: Bão.
       
      PASSOS: Você pode dar uma palavrinha um minutinho.
       
      JUNQUEIRA: Posso, uai.
       
      PASSOS: Deixa eu te falar uma coisa, te perguntar uma coisa. Algum dia na vida eu já fiz alguma coisa que lhe desagradou ou lhe dei alguma palavra contra qualquer interesse seu ou seu de pessoal que eu não saiba? Já fiz isso, pelo amor de Deus?
       
      JUNQUEIRA: É. Mas porque você está perguntando isso?
       
      PASSOS: Ué, mas p*, porque essa matéria em cima de mim, rapaz. Eu, que tô tão f* desse jeito, você fazer uma matéria dessa.
       
      JUNQUEIRA: Pedro Passos, mas eu nunca soube que você entendesse de publicidade. Agora não tem uma semana que você não faz um discurso esculhambando publicidade, não sei o quê. Você tá mudando de ramo? O que tá havendo com você?
       
      PASSOS: (risos) Mas o seu nome, o seu jornal, a sua pessoa eu nunca toquei. Eu toco na sacanagem que tão fazendo com nós, pô.
       
      JUNQUEIRA: Não adianta, rapaz… Quando você esculhamba a publicidade do governo, você está brigando com todos os jornais da cidade. Não é só comigo.
       
      PASSOS: Não, mas não é, não, Ronaldo. O que o governo tá fazendo com a gente, em termos de negócio de matéria em cima da gente, é um negócio horroroso, pô. Aí, quando bate na Câmara, até tudo bem, já é o que ele vinha fazendo mesmo, né. Mas, batendo em mim individualmente, ainda mais você, que eu nutro por você uma amizade pessoal.
       
      JUNQUEIRA: Aí, se a desculpa porque tem um 11 deputados doidos, propondo cortar 20 milhão cada um, a verba do governo de publicidade e você tá lá no meio. Meu Deus do céu!
       
      PASSOS: Mas pra que você vai bater em mim, o único que é seu amigo de verdade, sô? Bate nos outros dez, uai. Acabar com os outros dez. Algum dia na vida você me pediu alguma coisa que eu falasse não para você? Você tem dúvida se você pedir pra mim tirar assinatura de CPI ou botar se eu deixo de tirar ou deixo de botar?
       
      JUNQUEIRA: Ai, eu digo p*, mas esse cara o que é? Agora ele entrou pro meu ramo, rapaz.
       
      PASSOS: Não, meu amigo, mas você não pode fazer isso, não. Porque você tem toda a liberdade e todo crédito do mundo. Você sabe disso? É só me dar um telefonema e fala assim: Pedro sai disso ou entra disso.
       
      JUNQUEIRA: Anteontem mesmo você foi lá em Águas Claras, negociou lá com o [governador do DF, José Roberto] Arruda [DEM] as coisas todas e eu não fui te encher o saco em nada. Você tá entendendo?
       
      PASSOS: Mas então, Ronaldo, tô falando com você uma coisa aqui muito pessoal. Você sabe, eu já te disse isso pessoalmente, você tem créditos tais comigo impagáveis. Em qualquer tempo da vida que você precisar mim, você não precisa de interlocutor e muito menos de pôr matéria no jornal. Basta você me dar um telefonema e falar: Pedro, tô precisando de você aqui de madrugada para você fazer isso para mim que você pode ter certeza que você tem um amigo. É só isso que eu tô falando. Comigo você tem esse crédito pessoal de amizade do seu comportamento comigo. Não justifica você fazer qualquer coisa para conseguir nada comigo. Você tem esse crédito. Basta um telefonema seu para mim, meu amigo, que eu entrou ou saio do que for do seu interesse. Eu te disse isso e tô ligando pra lhe repetir isso. Tô ligando por causa dessa p* dessa matéria não. Tô ligando por conta da relação minha com você. Você tem um crédito pessoal comigo que seja daqui dez anos. Você ligar para mim e falar… falar: Pedro, eu quero que você sai disso ou entra disso. Eu quero que você não tenha dúvida que eu atendo o seu pedido. Se falar em sacanear, pode sacanear o outros 23 [deputados distritais da Câmara Legislativa]. Eu você não precisa não, bicho.
       
      JUNQUEIRA: Você conhece o [deputado distrital José] Reguffe [PDT]?
       
      PASSOS: Ah, ah, ah.
       
      JUNQUEIRA: Deputado novo, cheio de gás, não sei o quê. Você sabe que, na eleição, eu até ajudei ele. Dei uns cartazes para ele, uns trem lá. No dia que ele foi lá, tomou posse, ele foi lá [e disse]: Ronaldo tem alguma coisa possa te ajudar? Eu falei: nada. Nada tem cargo não tem emprego eu não quero nada. Aí ele perguntou e falou assim se tinha alguma coisa que podia atrapalhar. Eu falei: tem. O que que é?. Quando aparecer o assunto publicidade de governo, você sai de plenário. Você corre disso como o diabo da cruz. Por quê? Porque você pensa que está, pensa que tá sacaneamento o governo, mas não tá. Tá sacaneando os jornais. É a Globo, é o c*. E você é muito novo para arrumar uns inimigos desse.
       
      PASSOS: (risos). Eu acho até que…
       
      JUNQUEIRA: Tanto é que você viu que, no negócio das emendas, ele não entrou não. Deixa para o Chico Leite [líder do PT na Câmara], a Érika Kokay [PT]. Tem muito doido aí. Por que você acha que o Paulo Tadeu [PT, vice-presidente da Casa] não assinou nenhuma emenda dessa?
       
      PASSOS: Ele assinou as da mesa, ele assinou…
       
      JUNQUEIRA: Aí, mas ai…
       
      PASSOS: Mas então porque você não bate nos outros, nem sô? Eu tô criticando…
       
      JUNQUEIRA: Todo dia, todo dia chega repórter meu: Olha o Pedro Passos tá lá fazendo discurso esculhambando a publicidade. Olha o Pedro Passos tá lá… P*! Que m* é essa?
       
      PASSOS: Mas você sabe em quem eu tava batendo de publicidade, Ronaldo? Não é nem na publicidade nem no governo. Tava batendo nesse p* de Jornal de Brasília, que todo o dá um cacete na gente, especialmente em mim. Todo dia o cara bota uma nota me enchendo o saco, todo dia bota uma nota me criticando, todo dia bota uma nota me esculhambando. Minha briga não é com o governo. Se fosse briga com o governo, eu vou lá no Wellington [Moraes, secretário de Comunicação do DF]. Não tem ninguém mais amigo que eu que o Wellington. Se fosse alguma coisa de Jornal da Comunidade, eu faria o que tô fazendo isso agora com você. Meu negócio é com essa p* de Jornal de Brasília. Essa p* de jornal sem dono que vive aí acéfalo. A ponto de sacanear os companheiros. Trem de doido isso aí.
       
      JUNQUEIRA: Mas o Wellington Moraes, ele falou comigo, pô: Pô, mas o Pedro tá enchendo o saco.
       
      PASSOS: Mas não é com ele não…Se não viu que eu fiquei quinze dias batendo boca com esse cara do Jornal de Brasília por conta de nota daquela coluna lá? Ele pôs lá nota dizendo que eu mandei para derrubar casa lá. Começou com ele dizendo que eu pedido pro governo derrubar casa de pobre. Aí, ficamos batendo boca um tempão por conta disso, depois veio as matérias criticando a Câmara, forte e fazendo menção a mim, né.
       
      JUNQUEIRA: Agora você vai ver. Tem outra briga ai, só para você saber. O Alírio [Neto (PPS), presidente da Câmara] pegou a verba de publicidade da Câmara e começou campanha essa semana só nessas empresas de outdoor. Os jornais vão comer ele vivo. Teve uma reunião hoje de manhã. Você está entendendo?
       
      PASSOS: Ah, ah, ah.
       
      JUNQUEIRA: Eu já mandei avisar para ele: Não faça essa bobagem. Esse negócio de outdoor. Eu sei que em cada empresa de outdoor tem um deputado por trás. Mas não faça esse trem desse jeito porque esse negócio está ficando proibido. Você está entendendo?
       
      PASSOS: Ah, ah, ah
       
      JUNQUEIRA: Agora quer morrer, morre sozinho.
       
      PASSOS: Pois é.
       
      JUNQUEIRA: Hoje de manhã tive uma reunião com o Álvaro [possivelmente o presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa] com o pessoal da Globo. Você está entendendo?
       
      PASSOS: Ah, ah, ah.
       
      JUNQUEIRA: Ele pensa que a gente não se reúne.
       
      PASSOS: Ah, ah, ah.
       
      JUNQUEIRA: P*, não pode! Ô, Pedro, dá conselho. Põe um pouquinho lá, um pouquinho aqui. Você está entendendo?
       
      PASSOS: Mas a idéia era essa mesmo. É que liberou esse trem essa semana. Na verdade, ele não conversa com nós. Ele ficou de ter uma conversa com todos nós, mas…
       
      JUNQUEIRA: Mas o pau já tá cantando. Já taí aí naqueles outdoors do [empresário] Paulo Roxo, do [ex-senador] Luiz Estevão, do Vigão [ex-deputado distrital Wigberto Tartuce (PP)]…
       
      PASSOS: Já tem propaganda na rua aí, já?
       
      JUNQUEIRA: Já. Então. Isso é bobagem. Isso não faz isso. Você entende? Só pra você vê que tem assunto que não dá pra. Né? Entendeu?
       
      PASSOS: Eu estava fora. Segunda-feira eu viajei para Belo Horizonte e voltei hoje de manhã. Ontem, segunda, eu não falei com ele. Segunda esse negócio da matéria sua ia te ligar…
       
      JUNQUEIRA: Mas o que eu quero saber o seguinte: E, com o Arruda, como é que você está?
       
      PASSOS: Não, tô bem. Foi o que eu falei para ele. Ronaldo…Tem jeito de você ser. Ninguém mais do que eu quer ser ficar amigo dele. Quero estar junto dele. Mas ninguém tem jeito de ficar amigo de uma pessoa só tomando bancada. Vou o que disse pra ele. E ele disse que: Ah, mas não é possível que toda vez que alguém der pancada em você e você desconta em mim. Se o pessoal te sacaneia com negócio da Ceasa, da Emater, de cargo de isso e daqui e de coisas que estavam acertada e não acontece, aí você desconta em mim. Eu falei: Não, governador, eu não sou doido. A última vez que nós conversamos e acertamos as coisas que não aconteceram nenhuma delas, faz três meses. Entendeu, Ronaldo?
       
      JUNQUEIRA: O governo dele tá muito custoso. Aqui pra nós dois. Tá muito custoso, tá muito complicado.
       
      PASSOS: E o problema dele não é nem comigo. Ele não tem ninguém. Nem o líder dele está como ele. Eu disse isso para ele. Aquele dia que votou aquela lei que contrariou ele sobre aquele negócio de tirar a atribuição de remanejar os cargos, todos estavam contra ele. Inclusive teve um jornalista, se não sei se foi o seu, que brincou comigo dizendo que a base estava rachada. Eu falei: Não, a base está unida. Ele falou: Mas como? Eu falei que a base estava contra o governo.
      Entendeu?
       
      JUNQUEIRA: (risos). Isso é verdade.
       
      PASSOS: É uma insatisfação generalizada por conta de bobagem. Ele pega um cara, por exemplo, o [deputado] Aílton Gomes [PMN]. Ailton, eu vou nomear seu funcionário seu nos Bombeiros no cargo de quinto escalão. Essa conversa se repete 20 vezes e não acontece. Entendeu? Ai pega o Pedro Passos e me dá cinco nomes para nomear na administração do Paranoá. Você foi mais votado do Paranoá, você tem vínculo lá, não é possível você não ter algumas pessoas lá. Não acontece e esse assunto se repete 10 vezes. Vocês vão ficar louco. Ele governador vai ficar louco. Um governador que tem toda condição de fazer uma interlocução internacional, obter recursos internacionais, fazer uma boa interlocução do governo federal que nós nunca tivemos, boa. Fica gastando tempo dele batendo boca com deputado por causa de dois cargos para cá e três pra lá. Isso tem sentido isso, Ronaldo? Está apequenando o seu mandato dele com uma coisa desnecessária. E gerando uma insatisfação muito grande. Ai fala que os deputados são insaciáveis. Não é verdade, Ronaldo. O pessoal tá querendo por um fim nessa história. O que não pode é conversar acertar e o acerto nunca se realizar. Ele chama e fala lá que não pode cem. Só pode cinco. Então tá bom governador, mas o cinco não acontece.
       
      JUNQUEIRA: ô, Pedro.. Eu tenho um cunhado meu, que é funcionário do Procon, aqueles funcionariozinho vagabundo de R$ 1.200.
       
      PASSOS: Ah, ah, ah
       
      JUNQUEIRA: Que foi demitido naquele decreto de janeiro. Ai eu falei com o Arruda. Arruda, pô renomeia o cara. Não é cargo malandragem de ICS não, era cara que trabalhava lá mesmo no Procon de Sobradinho. Sabe o que aconteceu. Nada. Até hoje. Falei uma vez com ele, falei duas. O cara tá cinco meses um pai de família com quatro filhos dentro de casa em Sobrinho. E peguei e falei com ele e ele disse fala com o Raimundo Ribeiro. Falei. Manda um currículo, eu mandei. Faz dois meses que eu não disse um ai. Para que. Eu chamei o rapaz e botei para trabalhar comigo e pronto. É uma merda um trem desse.
       
      PASSOS: É um horror esse negócio. Isso está desgastando ele muito.
       
      JUNQUEIRA: Agora se acha que eu vou vender minha alma no governo por causa de uma emprego de R$ 1.200. Para com essa bosta. viu?
       
      PASSOS: Ai, a conversa com ele essa última foi nesse sentido. Não, Pedro, vamos passar uma régua no que tem que passar. Não foi nada assim pragmático de solucionar, mas foi uma conversa de me culpa dele. Não, tudo bem, eu realmente preciso me dedicar. Governador, faz parte, é ônus do cargo o senhor se disponibilizar para uma conversa com os deputados. Não tem jeito dele fazer um pacote pronto. Tipo assim, deputado tem dez cargos e pronto. Deputado pode isso, mas não pode aquilo. E nunca mais falar com os deputados vai virar uma [inaudível] maior do mundo. Então essas manifestações contra publicidade e favor de CPIs daquilo outro é muito mais um cabo de guerra com o próprio governador do que qualquer outra coisa. No meu particular eu tô te ligando pela minha relação com você. Você pode sacanear 23, mas eu não p*!. Você tem créditos comigo. Não é ser de dono do jornal, mas de Ronaldo Junqueira comigo. Caça outro pra você bater. Bate no Alírio.
       
      JUNQUEIRA: Agora quebra nosso galho. Não mexe com esse negócio de publicidade não, porque já tem muita gente pra dar trabalho pra nós. Vai fazer CPI do lixo, fazer o que você quiser
       
      PASSOS: (Risos). Eu achei que você estava brabo até com essa do lixo. Na hora que eu vi a matéria, eu pensei que você está contrariado era com negócio desse do lixo, porque você gosta deles aí…
       
      JUNQUEIRA: Nesse negócio do lixo, eu sou amigo dos caras, mas eu não morro abraçado com isso não. Isso não é meu negócio. Ô Pedro, meu negócio chama-se publicidade. É faturado, pago imposto, tenho 250 empregados. Tem um negócio que serve para mim, pra minha família e pro meus amigos como você. Eu olhava e dizia o que esse filho de uma égua, sem vergonha.. Eu chamei o [repórter Ricardo] Calado e falei: dá uma porrada nesse cara, p*.
       
      PASSOS: (Risos) Mas porque que invés de você chamar o Calado pra me uma porrada em mim, você não me chamou?
       
      JUNQUEIRA: É que o Calado é igual àqueles assassinos do Nordeste. Você manda ele atirar e ele atira. Quantos tiros, chefe?
       
      PASSOS: Mas porque você não me chamou ao invés de chamar o Calado, p*?.
       
      JUNQUEIRA: Agora o Wellington Moraes achou bom. Esse f.d.p. desse Pedro Passos é amigo nosso e agora resolver mexer com publicidade. Será que ele quer botar o Valério [Neves, ex-secretário de Articulação do então governador Joaquim Roriz (PMDB)] na cadeia. Ele tá com raiva do Valério. Ô Pedro, você sabe que, se abrir uma CPI aí, quem é quem vai pro pau. Você sabe.
       
      PASSOS: Eu brinquei esses dias com o menino do jornal de Brasília, o Lourenço. A turma do Pequi vai tudo pra Papuda.
       
      JUNQUEIRA: Ora, rapaz, e aquela fila que tinha lá no Valério. Você sabe o que eu estou falando.
       
      PASSOS: (risos). Eu sou a última pessoa a quer briga com qualquer um. Eu só todo tentando compor.
       
      JUNQUEIRA: Agora avisa pro os meninos aí. O Fábio Simão está de volta. Voltou a festa. Agora vai ser tudo bom, entendeu?
       
      PASSOS: (gargalhadas)… Voltou tudo do reino de antes.
       
      JUNQUEIRA: É uai. Só falta agora o Zé Flávio agora.
       
      PASSOS: (gargalhadas). Não enche o saco mais, né?
       
      JUNQUEIRA: Você vai ver agora, o [deputado distrital] Wilson Lima [PR] vai achar que o governo está uma beleza. Vai à m*, rapaz. O problema desses caras aí é que eu conheço todo mundo. Eu sei a dor de barriga
       
      PASSOS: Eu tô ligando pra falar para você pra falar o seguinte: Comigo não, p*. Sacaneia os outros.
       
      JUNQUEIRA: Quando você encontrar o Alírio, pode falar pra ele que teve uma reunião de dono de jornal hoje e da Globo e sua a mãe andou na roda lá.
       
      PASSOS: Eu vou falar, mas eu quero saber se o seu trato comigo tá feito.
       
      JUNQUEIRA: Tá feito, ora.
       
      PASSOS: Que qualquer hora que se tiver qualquer coisa comigo invés de chamar Calado, você vai chamar é eu. Não é porque eu tenho medo de jornal não porque medo de jornal eu não tenho. Modéstia parte medo de jornal eu não tenho. Depois que eu passei 90 dias de campanha, 89 dias de na capa do Correio sendo chamado de bandido, você acho que eu tenho medo de jornal? Mas tenho respeito e gratidão pela sua amizade eu tenho muita. Não tô falando isso para puxar seu saco não porque tenho essa precisão de puxar o saco. No sentido da melhor das intenções… e nem você precisa que eu fique puxando seu saco. Eu vi a matéria quando tá indo para Belo Horizonte. Eles me entregaram esse negócio da internet. Eu falei, mas esse Rolando… eu achei que você tava implicado com esse negócio do lixo. Nem tava fazendo essa leitura de negócio de publicidade.
       
      JUNQUEIRA: Negócio do lixo, quem ganha dinheiro dos inimigos da Qualix eu sei que não é você. Você sabe. É aquela turma lá dos funcionários do Cássio, daquela turma lá, do Cássio Aurélio [possivelmente o presidente da Caenge, Cássio Aurélio Gonçalves, concorrente da Qualix] né, do Augusto [possivelmente o deputado federal Augusto Carvallho (PPS-DF)]. É de outra turma.
       
      PASSOS: É
       
      JUNQUEIRA: Mas deixa pra lá.
       
      PASSOS: Eu vou ai tomar um café com você e depois e nós falamos mais.
       
      JUNQUEIRA: Pode aparecer.
       
      PASSOS: Tá bom, tchau.
       
      JUNQUEIRA: Tchau.
       

      ATUALIZADA EM:25/05/2007

    21. Alessandra Esteves Coimbra

      Veja quanto este jornal recebe do governo mensalmente. Isso explica?

    22. Parece que a história esta se repetindo em Brasilia. A continuidade do mesmo. Muita propaganda e poucas ações. Honestamente eu não ouvir ninguém falando bem do governo. Só ouço reclamações e um clima de decepção no ar.

    23. Parece que a história esta se repetindo em Brasilia. A continuidade do mesmo. Muita propaganda e poucas ações. Honestamente eu não ouço ninguém falando bem do governo. Só ouço reclamações e um clima de decepção no ar.

    24. Só assim, o instituto dados, que só tem dado o furo ultimamente, vem e mostra a sua cara! $$$$$$$$$$$$$$$omos movido a opiniõe$$$$$$$$$$$$$$$.

    25. Essa pesquisa causou caganeira no Gorvernador!!!! Nem ele acreditou!!!

    26. esse gverno é uma merda………não faz nada e ainda conheço um monte de amigos reclamando que trabalhou, foi cabo eleitora voluntariamente,as administraçoes estao todas sem pessoal,os orgãos pulblicos do df tambem a exemplo do procom e outros e governo nao emprega quem os ajudou….da pra acreditar?

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

    *

    Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

    *

    Scroll To Top