100 DIAS DE GOVERNO – TONINHO DO PSOL DISPARA: “GOVERNO AGNELO ESTÁ RACHADO”

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EXCLUSIVO:

100 dias de governo

“Governo Agnelo

já está rachado”

O vice Tadeu Filippelli (PMDB) mostra as garras e manda recado ao governador Agnelo Queiroz (PT): “Serei candidato ao governo”. Para o senador Cristovam Buarque (PDT) “é um direito dele. Felicito o Filippelli pela iniciativa”.

“Com apenas 100 dias de existência, o governo Agnelo já está rachado”, avisa Antonio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, ao analisar a declaração do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) de concorrer à eleição para governador do Distrito Federal. “É um direito político dele. Felicito o Tadeu Filippelli pela iniciativa e disposição de concorrer ao governo do Distrito Federal”, observa o senador Cristovam Buarque (PDT) ao falar do assunto.

A polêmica começou depois de Filippelli conceder uma entrevista ao portal de notícias IG, publicada no dia 27 de março passado, na qual o vice-governador disse ter planos de concorrer ao Palácio do Buriti “no futuro”, segundo as palavras do vice-governador.

Toninho do PSol, que foi candidato ao governo na eleição passada, considera a declaração de Filippelli oportunista e traição ao governador Agnelo Queiroz (PT). “Qual foi o objetivo do vice-governador ao conceder tal entrevista? Será que Filippelli quer mandar algum recado para o Agnelo”, comenta Toninho. “Seja como for, o vice-governador escolheu um péssimo momento para falar de eleição. Logo agora que o governo do Distrito Federal busca estabilidade política após a disputa nas urnas. Aliás, Agnelo enfrentar movimentos grevistas de várias categorias de trabalhadores. E greves sempre trazem problemas para a população do DF”.

Além disso, Toninho acredita que o governo Agnelo está sendo conivente com irregularidades ocorridas em governos anteriores. “Veja só, até agora o governo Agnelo não promoveu qualquer investigação sobre as denúncias de irregularidades antigas”, aponta Toninho. “Acho que isso ocorre porque o atual governo do DF não tem cara e nem coragem, tamanho o leque de aliados”.

“Nesses primeiros três meses do governo Agnelo, continuam acontecendo os mesmos problemas dos governos anteriores. Nada melhorou. Por exemplo, os hospitais públicos continuam caóticos. A rede pública de ensino continua pautando o noticiário dos jornais e a criminalidade campeia em todas as cidades do DF, principalmente nas localidades de Itapoã, Ceilândia e Planaltina”, destaca Toninho.

Cristovam – “Nunca fiz parte do governo Agnelo, embora tenha trabalhado muito para elegê-lo. Sim, eu trabalhei muito para elegê-lo, mas fui descartado antes mesmo de começar o governo”, ressaltou o senador Cristovam Buarque.

“Sobre o governo do DF, ainda não estou vendo qualquer diferença entre a gestão de Agnelo e de outros governos do passado”, comentou o senador.

Ao falar da decisão de Filippelli em concorrer ao governo do DF, Cristovam disse considerar tal pleito um fato normal. “Não acho nada demais. Não vejo nenhum problema nisso, aliás o Filippelli é do PMDB, ou seja de partido diferente do atual governador, que é petista”.

A crítica de Cristovam ao governo Agnelo se estende até ao blog do senador na internet (www.cristovam.org.br), onde ele postou um verdadeiro puxão de orelha no governador, com o título ALERTA: RETROCESSO.

Em um trecho do documento postado, Cristovam denuncia que: “risco de retrocesso é o uso intensivo de propaganda pelo governo, mostrando ações nem sempre totalmente verdadeiras, ao invés de utilizar a mídia para a promoção de serviços públicos como parte do processo educacional da massa, como foi o caso da implantação da Faixa de Pedestres, (no passado). Talvez o risco de retrocesso seja o resultado da falta de definição de uma cara nova (do governo). Isto ocorre quando a política fica subordinada aos interesses pessoais de deputados distritais apegados a cargos, mais do que aos objetivos de interesse público. Este é um retrocesso cujas conseqüências já são conhecidas por fatos recentes (como exemplo a operação policial Caixa de Pandora). Ganhamos as eleições por causa do compromisso de parar o atraso e realizar o avanço (…) contribuir para que o governo dê certo (…) em direção ao ‘Novo Caminho’ prometido”.

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