A derrocada da Geração Brasília

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Hoje (14), na visão de muitos sindicalistas, as 32 carreiras de servidores públicos da Capital Federal estarão marcadas para sempre com o tiro de misericórdia dado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Ao negar aos servidores os reajustes acordados ainda no governo Agnelo Queiroz (PT-DF) e endossado com promessas de pagamento por seu governo desde o ano passado, Rollemberg decretou seu futuro político dentro do cenário brasiliense. Se não conseguiu cumprir nos seus 22 meses de governo nada proposto em campanha para as eleições de 2014, agora, mais do que nunca, não conseguirá reverter o quadro de insatisfação e descrédito junto aos servidores e a própria sociedade que, em boa parte, o colocou na cadeira principal do Executivo local.

De temperamento arrogante, sem abertura de diálogos, com uma equipe definitivamente fraca e despreparada para conduzir a máquina administrativa do GDF, Rollemberg desprezou aqueles que o ajudaram desde o início. Fechou as portas do seu gabinete para os aliados e os parlamentares da base e só recuou quando o barco já estava à deriva, estagnado e sem motor e sem a nau de seu capitão.

geracao-brasilia-1Dizem as más línguas nas redes sociais que esse é o fim da “Geração Brasília” …sim, aquela composta pelos amigos do Rei que dos corredores da Universidade de Brasília idealizaram o sonho de reconstruir uma nova Brasília, mas se esqueceram que as experiências práticas valeriam mais do que canudos e projetos.

Hoje, provavelmente, seu bloco político de sustentação composto por partidos como o PSD, Solidariedade, PDT e Rede devem estar avaliando cuidadosamente qual o tamanho do estrago político que poderá ocorrer daqui a menos de 2 anos das próximas eleições e qual postura tomar para que os respingos sejam os menores possíveis. Mesmo sem muito consenso, a direita cresce a cada dia em cima das estabanadas decisões do governo Rollemberg.

Sindicatos perdem a paciência

As alegações apresentada pelo governo de que não conseguiu equalizar o caixa do governo e que ainda existe uma dívida de 900 milhões herdada do governo passado não convence mais os servidores e a paciência chegou ao ápice. Segundo o secretário de Fazenda, João Fleury, conceder os reajustes agora seria onerar a folha salarial que já é de 77% da receita do governo para 82%, um acréscimo de 1,5 bilhões a mais para 2017. Além disso, o governo já está acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de responsabilidade Fiscal em 47,49% e que o reajuste a elevaria para 49,37%. Rollemberg afirmou que “Se dermos o aumento, no primeiro mês, teremos que escalonar os pagamentos (dos servidores). Não vou ficar conhecido como o governador que quebrou Brasília. Vamos agir com toda responsabilidade para garantir o equilíbrio das contas públicas. O que estamos fazendo é por absoluta responsabilidade”.

Independentemente das alegações do governo, os sindicatos de servidores já decretaram que irão dar uma resposta à altura ao governo. Hoje à tarde já iniciaram os movimentos e a previsão é que dia 26 os servidores do GDF façam uma assembleia para definir os rumos a serem tomados, o que não exclui até mesmo um pedido de impeachment do governador.

 

 

 

Fonte: Blog do Poliglota

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