Por Leandro Ruschel
Aqui está a prova cabal de que a imprensa brasileira acabou. Restam pouquíssimos veículos independentes — como a Gazeta do Povo — que ousam repercutir a mais clara evidência de perseguição política promovida pelo Supremo: manifestantes do 8 de janeiro foram alvo de fichamento ideológico e tiveram suas prisões determinadas com base em posts antigos nas redes sociais, favoráveis ou contrários ao PT.
Pior: dados biométricos da Justiça Eleitoral foram usados para identificar os alvos. Toda a “investigação” foi conduzida em grupos de WhatsApp e e-mails pessoais, à margem do devido processo legal, configurando uma justiça paralela, segundo matéria dos jornalistas Shellen Berger, Eli Vieira Jr e David Agape.
Trata-se de mais uma violação explícita dos direitos humanos cometida pela mais alta corte do país. E o que faz a “grande imprensa” diante desse quadro gravíssimo? Não apenas esconde o fato dos brasileiros, como ainda faz campanha pela punição dos parlamentares que ousam protestar contra esse estado de coisas.
Resumindo: a imprensa não passa hoje de um aparelho de propaganda do regime, empenhada em promover a narrativa oficial e perseguir opositores — como acontece em qualquer ditadura.

