A NOVA ESTRELA DO PMDB

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Quando ingressou no PMDB, o brasiliense Anderson Silva, formado em Ciências Contábeis, e advogado com especialização em Direito Público, achava que não teria muita chance de se eleger deputado distrital. Naquele momento, o partido tinha muitas figuras conhecidas e boas de voto. Era assim, até 27 de novembro de 2009, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora. Desde então, muita coisa mudou no cenário político local.

No início de dezembro daquele ano, o advogado Anderson Silva protocolou, enquanto cidadão, o primeiro pedido de impeachment do então governador José Roberto Arruda (ex-DEM) .

Com o tempo, vídeos e depoimentos foram apresentados à população e figuras conhecidas do PMDB do Distrito Federal apareceram: Eurides Brito foi cassada, enquanto  Benício Tavares e Roney nemer desfrutam de enorme desgaste perante a opinião pública.

Diante deste quadro, outros nomes surgiram no PMDB local. Agora, Anderson Silva, candidato a deputado distrital,  cresce com discurso voltado para universitários e funcionários públicos, além dos eleitores de Reguffe, que desejam vê-lo como deputado federal.

Veja matéria veiculada pelo DFTV primeira edição, do dia 01/12/2009 .

Primeiro pedido de impeachment de Arruda foi entregue hoje na Câmara Legislativa
O advogado Anderson de Melo Silva foi o autor do pedido. Segundo ele, a Lei 1.079 permite que cidadãos entrem com o pedido independentemente de vinculação com partidos ou entidades de classe.
 

Anderson de Melo Silva foi à Câmara protocolar o pedido de impeachment. “Eu cansei. Estava ontem em casa e pensei: será que vai ser mais uma denúncia que irá ficar sem apuração? E que eu vou ficar na minha passividade, dizendo que não vai dar em nada?’. Resolvi que vou fazer a denúncia e solicitar o afastamento do governador e do vice”, conta o advogado.

O sorteio dos gabinetes do novo prédio da Câmara Legislativa estava marcado para hoje. O evento contava até com a presença do governador Arruda. Mas, diante do escândalo do mensalão, tudo mudou. Foi uma terça-feira de corredores vazios.

Como as denúncias atingem a Câmara e, principalmente, o presidente da Casa, integrantes da Mesa Diretora discutem o afastamento de Leonardo Prudente. “Nós já fizemos a representação no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar. Cada um vai ter o direito de ampla defesa e nós vamos investigar tudo que vier à Câmara Legislativa”, afirma o vice-presidente da CLDF, Cabo Patrício.

Ontem, o clima esquentou na Câmara. Enquanto todos esperavam pelo pronunciamento de Prudente, o ex-senador e empresário Walmir Amaral invadiu a sala e fez mais uma denúncia.

“Tem corrupção forte aqui dentro da Câmara. Na época, o presidente do sindicato falou que era o presidente Leonardo Prudente, Eurides Brito e tem outros deputados. Quem deu? Tem que perguntar a quem deu. Eu não dei o dinheiro. A minha parte era R$ 170 mil e eu não dei”, disse Walmir Amaral.

Pressionada pelas denúncias, a deputada Eurídes Brito decidiu falar. A líder do governo desafiou Walmir Amaral. “Qualquer empresário de Brasília ou fora de Brasília, de qualquer ramo, que venha dizer ela nos pediu dinheiro ou mandou alguém pedir em nome dela, eu lanço o desafio. Agora, quanto a ele, o advogado vai tomar conta na Justiça.”

Manhã de protestos

No final da manhã de hoje, outro advogado, Evilásio Santos, também protocolou um pedido de impeachment. Além disso, teve o protesto bem humorado dos estudantes.

Se o impeachment já tem dois pedidos, a instalação da CPI do Mensalão não conta com a mesma popularidade. Até agora, só uma assinatura: a do autor do requerimento, o deputado José Reguffe (PDT).

Mas os quatro deputados do PT já se comprometeram a assinar o documento. E a manhã também foi de protesto na Câmara Legislativa, mas um protesto muito bem humorado. Estudantes lavaram a rampa da entrada principal com água e sabão.

Os manifestantes ainda deixaram, na entrada do prédio, uma meia com dinheiro. Uma alusão às imagens em que o deputado Leonardo Prudente aparece colocando dinheiro nas meias.

O vice-presidente da Casa, deputado Cabo Patrício, ganhou um panetone. Cada parlamentar, quando aparecer na Câmara hoje, vai encontrar um panetone de presente no gabinete.

Agenda

Nesta terça-feira, às 15h, está prevista uma reunião com todos os 24 deputados distritais. O encontro vai ser a portas fechadas. O assunto é um só: a crise que se instalou na Casa.

Fred Ferreira

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