A OMISSÃO INCOMPREENSÍVEL DE AGNELO QUEIROZ

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Simplesmente chocante e revoltante! Foi assim que o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do DF, delegado Mauro César, reagiu ao saber que o candidato ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, esteve com Durval Barbosa, em julho de 2009, e assistiu em primeira mãom acompanhado do jornalista Edson Sombra, aos vídeos que seriam posteriormente entregues pelo então secretário de Relações Institucionais ao Ministério Público, e que se tornariam conhecidas a partir das deflagração da Operação Caixa de Pandora. Para Mauro César, a omissão é crime, e faltou à Agnelo, “divulgar o que havia visto, em nome da democracia, dos direitos do cidadão e da justiça”. Apesar do silêncio – e omissão de um fato tão grave – de Agnelo Queiroz, o que chamou atenção foi a resposta do ex-deputado Chico Vigilante, que defendeu o silêncio do candidato ao governo do DF de seu partido, o PT. Eis a explicação para o tremendo silêncio de Agnelo diante do maior escândalo de corrupção da história política de Brasília. Ao omitir, Agnelo ignorou a Justiça e o direito do cidadãos de bem do Distrito Federal, de terem acesso à verdade nua  e crua sobre fatos escondidos por anos a fio, em cima de um discurso moralista do governo do DEM. Veja o saiu na edição deste sábado (16) de O CORREIO BRAZILIENSE:

Agnelo assistiu aos vídeos. Sua omissão acaba com a pretensão de concorrer ao governo do DF.

Dois meses antes do início das investigações da Operação Caixa de Pandora, o pré-candidato petista ao Governo do Distrito Federal, o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz assistiu a gravações feitas por Durval Barbosa que mostram políticos do Distrito Federal, inclusive o governador José Roberto Arruda (sem partido), recebendo dinheiro. Agnelo esteve no 10º andar do Palácio do Buriti, acompanhado do jornalista Edson Sombra, para uma conversa com Durval, que, naquela altura, já comentava com várias pessoas que estava totalmente desencantado com Arruda.

Segundo uma pessoa que conversou com Durval sobre o assunto, o encontro na Secretaria de Relações Institucionais foi gravado, como muitos que o delator da Operação Caixa de Pandora filmou com equipamento escondido em sua sala. Agnelo falou ontem pela primeira vez sobre o assunto com o presidente regional do PT, Chico Vigilante. Ao Correio, o candidato petista confirmou que esteve com Durval pela primeira e única vez nessa ocasião — em julho. As investigações que resultaram na ação policial de 27 de novembro começaram em setembro de 2009. “O Sombra me convidou e estive lá porque o Durval queria mostrar as gravações. Sei que ele exibiu as fitas para pelo menos outras 10 pessoas que tinham credibilidade no Distrito Federal”, explicou Agnelo.

O petista disse que Durval mostrou apenas parte da videoteca e as imagens estavam editadas, de forma que não havia como identificar quem entregava o dinheiro. Agnelo disse que não tomou nenhuma atitude, como protocolar representação ao Ministério Público ou à Polícia Federal, porque Durval não lhe entregou cópias das gravações. “Avaliei que apenas Durval poderia fazer a denúncia, caso tivesse disposição para isso, como acabou acontecendo. Era uma cena grave, mas não sabia em que circunstâncias havia ocorrido”, explicou Agnelo.

Edson Sombra é um dos principais responsáveis pela delação premiada de Durval Barbosa. Em setembro, ele levou o então secretário de Relações Institucionais do DF ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para que registrasse em depoimento as acusações de corrupção no governo Arruda que motivaram a Operação Caixa de Pandora. Conhecido como Sombra, o jornalista confirmou ontem ao Correio que levou Agnelo a Durval. Segundo ele, a conversa durou cerca de uma hora e meia — das 14h40 às 16h. Sombra, no entanto, disse que só revelaria em “foro adequado” o teor da conversa. “Não posso dizer que foi filmada, nem que não foi”, afirmou ao Correio. Agnelo garante que não tem receio de qualquer gravação. “Foi um encontro rápido. Esse assunto nem merece destaque. Parece que querem colocar a gente nesse samba”, afirmou o petista. “Durval mostrou as fitas a algumas pessoas porque tinha medo de ser assassinado”, disse Vigilante.

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