À Queima-Roupa: Arthur Bernardes, Secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável

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arthur bernardes

Um procurador de empresas foi preso vendendo facilidades para liberar terrenos do Pro-DF. Houve envolvimento de algum funcionário do GDF?

A Polícia Civil está apurando essa possibilidade, que é bastante possível. A determinação do governador Rodrigo Rollemberg é apurar e punir seja quem for.

Não é de hoje que há denúncias de irregularidades no Pro-DF. Ainda há muita corrupção no programa?

Assim que chegamos, fizemos um pente-fino em cerca de 1,6 mil processos e vêm sendo apontadas diversas distorções, como certidões falsas, falta de folhas nos processos, processos desaparecidos, áreas que não existiam e eram indicadas para os empresários. De janeiro para cá, os processos estão suspensos e tudo está sob análise da Secretaria com o apoio da Polícia Civil. Temos, inclusive, uma equipe de delegados e agentes nomeados na Secretaria desde primeiro de janeiro tratando desse assunto…

Como uma pessoa consegue enganar empresários experientes sem dar nada em troca?
Nesse caso específico, ele se dizia bem relacionado com políticos e facilitador dentro dos órgãos. Chamava a atenção dos empresários com reuniões e encontros, inclusive na Secretaria, com a presença de autoridades e parlamentares. Também enviava correspondências com o timbre do governo. Então, os empresários acreditavam que, de fato, os processos andariam mais rápido.

Há planos de manter o programa? Acha que a venda facilitada de terrenos é a melhor forma de incentivar o desenvolvimento do DF?
Com certeza. O governador nos determinou que façamos a análise de todos os processos e retomemos o programa sob a ótica da transparência e da legalidade. Todos os processos serão públicos e qualquer cidadão terá acesso a todas as fases, sem exceção. A essência do Pró-DF, criado em 2002, foi desvirtuada, mas ele é exemplo de sucesso em vários estados.

No governo anterior, seis secretários passaram pelo Desenvolvimento Econômico em quatro anos. Essa cadeira é espinhosa?
Não diria espinhosa, mas de uma enorme responsabilidade. É preciso estar imbuído do espírito e a convicção de que é preciso voltar às origens de agir dentro da legalidade com a coisa pública.

 

 
Fonte: Por Ana Maria Campos/Coluna Eixo Capital/ Correio Braziliense

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