Abimael fica. E a fonte, sendo equivocada, será preservada

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Se isso não for “barriga” (termo para definir uma reportagem que não é verdadeira) o Agnelo finalmente terá tomado a decisão mais acertada.

Margarete Alcântara

Esse comentário, postado e assinado minutos após Notibraestampar a manchete Agnelo mexe na equipe para mudar imagem e ficar até 2018, parecia ser o presságio indicando que o fundador do Grupo Notibras de Comunicação errara amargamente ao avaliar intempestivamente uma informação que lhe fora transmitida em caráter confidencial.

Vinte e quatro horas depois, em conversa no Palácio do Buriti, veio a confirmação. A notícia sobre a iminente saída de Abimael Nunes da Secretaria de Publicidade do Governo do Distrito Federal foi uma barriga.

Mas a fonte se mostrou tão confiante na informação, prestada em seus mínimos detalhes, que convenceu o repórter. Havia segurança na tonalidade da voz e firmeza nas palavras do informante. E o repórter absorveu tudo como verdade.

Contudo, foi um texto politicamente irresponsável, e profundamente alarmista visto sob a ótica do mercado publicitário. É inexplicável que um repórter supostamente experiente caia em artimanhas de pseudos informantes abalizados.

Foi uma matéria plantada à revelia do repórter, que não pretendia tumultuar o universo em que orbita a Comunicação do Palácio do Buriti. Entretanto, caiu no golpe das tricas e futricas para gerar um fato jornalístico. E agora busca neste espaço desmontar a farsa urdida prematuramente que ajudou a construir inocentemente.

Horas de reflexões. Credibilidade tem preço. E se a informação errada não for corrigida, seu custo final pode ser imensurável.

O velho repórter, como se iniciante fosse, se deixou conduzir por mãos que guiam um deficiente visual a caminhos tortuosos. E Abimael, principal vítima da informação equivocada, sequer pediu um desmentido, uma mera correção quer fosse.

Porque o secretário é do tipo de homem que confia no que faz. E faz bem. Para pessoas assim, há reciprocidade.

Poderia fazer apologia ao famoso errar é humano, mas insistir no erro é burrice. Entretanto, jornalista tem compromisso com a verdade. Tem princípios morais.

Ao contrário do que foi publicado em Notibras, Abimael Nunes não está deixando o cargo. E mais. Partiu do próprio secretário a iniciativa de levar o governador aos escritórios da Propeg, no Centro Empresarial Brasil XXI, para rever toda a estratégia de propaganda do governo.

O secretário não foi com o governador. Chegou bem antes, para orientar a equipe de criação da Agência sobre os novos rumos a seguir. Portanto, não cabe dizer, como aqui foi dito, ser inexplicável a ausência dele nessa reunião.

Até então a fonte era sagrada. Uma verdadeira exegese. Nem por isso seu nome deixará de ser preservado. Porém, suas opiniões e informações jamais merecerão novo crédito. Ao menos da parte deste repórter.

 

Escrito por José Seabra

Fonte: Notibras

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