ABRAÇO DOS AFOGADOS – Réus por corrupção, Filippelli e Brunelli se abraçam

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Mesmo após ter sido o protagonista dos vídeos em que aparece recebendo dinheiro de corrupção e agradecendo em oração a vida do corruptor, o ex-deputado distrital Junior Brunelli continua achando que nada fez de errado e que a culpa toda seria de seus opositores e a imprensa.

Brunelli não aceita até hoje ter perdido tudo o que sonhou. Mas ele contribuiu sozinho para que, em dois escândalos de corrupção, levasse seu nome e o nome da igreja em Brasília – fundada pelo pai-,  ao fracasso (basta ver quantos membros a igreja Casa da Bênção perdeu no DF desde 2009). E ao contrário do que apregoa, a culpa definitivamente não foi da imprensa, que apenas divulgou o que o político-pastor jamais deveria ter feito.

Mas os tempos passam e Brunelli anda agora muito aliado com outro político decaído, Tadeu Filippelli, ex-presidente regional do MDB-DF e ex-vice-governador do DF.

Ambos são réus por corrupção e improbidade em diferentes processos. Enquanto Brunelli responde processo na Operação Caixa de Pandora e por improbidade na destinação de emendas parlamentares, Filippelli está  (ao lado dos ex-governadores Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda) denunciado no processo da Operação Panatenaico, da Polícia Federal (Leia-se Lava Jato), por conta de desvios de quase 1 bilhão de reais das obras do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Mas Brunelli e Filippelli, que foram derrotados nas urnas nas últimas eleições, fingem que nada devem e continuam tentando iludir o eleitor brasiliense, que, ao contrário da dupla, lê sites de notícias diariamente e acompanha os políticos enrolados em escândalos de corrupção.

Nos últimos meses, Brunelli tem forçado a barra junto aos membros que ainda frequentam a Catedral da Bênção em Taguatinga Sul, ao levar Filippelli para participar da Santa Ceia. Réus por corrupção, ambos deveriam se recolher e pedir perdão a Deus e ao DF ao invés de atacar a imprensa.

Assim como o ex-senador Gim Argello, em breve Filippelli e Brunelli terão muito tempo para refletir. Questão de tempo. E de justiça!

 

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