ADVOGADO CONDENA “EMOÇÃO” DO STF E VAI RECORRER

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Laryssa Borges, do Terra

O advogado Nélio Machado, responsável pela defesa do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), condenou nesta quinta-feira o julgamento baseado na “emoção” feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que negou nesta noite o pedido de liberdade do político. Preso desde o dia 11 de fevereiro, Arruda deverá receber nesta sexta-feira a visita de seu advogado, que já anunciou que pretende recorrer do veredicto da Suprema Corte.

“Vou continuar a luta. Saio absolutamente tranquilo porque o STF discutiu a causa, ainda que com a marca da emocionalidade. Não se concedeu ao governador aquilo que teria que ser concedido. Todos são lúcidos e equilibrados e vão chegar à conclusão de que o governador tem direito a se defender em liberdade”, afirmou ao término do julgamento.

“O tribunal julgou de forma bastante emocional, o que é normal. Os juízes são seres humanos. Hoje me negaram um direito. Amanhã haverão de me conceder”, disse, condenando mais uma vez o que classificou como “acusações fantasiosas que nasceram de uma história inteiramente delirante”.

Por nove votos a um, o Supremo decidiu manter preso o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Seguindo entendimento do relator do pedido de habeas-corpus, Marco Aurélio Mello, o Plenário da Suprema Corte defendeu a legalidade da detenção do político e citou por diversas vezes a importância de se combater a impunidade no País. Arruda está na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 11 de fevereiro.

O governador foi preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à revelia da Câmara Legislativa do Distrito Federal por suspeita de corrupção de testemunhas e por supostamente utilizar a máquina pública para impedir a tramitação de processos de impeachment contra ele na Câmara Distrital. Apontado pela Polícia Federal como o coordenador do esquema do mensalão do DEM em Brasília, ele aparece em um vídeo colocando maços de dinheiro, supostamente fruto de propina, em uma sacola.

Apenas o ministro Dias Toffoli, magistrado mais novo nos quadros da Corte, votou pela revogação da prisão de Arruda. Ele destacou que a Lei Orgânica do DF exige uma autorização prévia da Câmara Legislativa para abertura de ação penal contra o governador, o que não ocorreu.

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