ADVOGADOS QUEREM IMPUGNAÇÃO DO REGISTRO DE AGNELO

Do Correio Braziliense: Os advogados do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) devem tentar impugnar o registro de candidatura de Agnelo Queiroz (PT). De acordo com o advogado Eládio Carneiro, será interposta nas próximas horas uma medida judicial com base em depoimentos da Operação Shaolin. “Não ficou dito que o candidato ficha limpa tem que ser puro e cândido? Então, dentro dessa premissa, como que um sujeito com testemunhas que o acusam de ser chefe de uma quadrilha de distribuição de dinheiro pode concorrer?”, questiona o advogado.

Segundo Eládio, os advogados estão juntando todas as provas para tentar cassar o registro do petista. Eles esperam conseguir uma cópia do processo federal da Operação Shaolin, em que Agnelo teria sido indiciado.

Ainda de acordo com Eládio Carneiro, não há como dizer se a medida judicial será entregue nesta quarta (27) ou na quinta-feira (28). “Apenas posso garantir que serão nas próximas horas”, garante.

No programa eleitoral de Weslian Roriz (PSC) veiculado nesta terça-feira (26), uma nova testemunha apareceu acusando Agnelo Queiroz de desviar dinheiro. Geraldo Nascimento de Andrade, motorista de Miguel Santos Souza, uma das pessoas investigadas na Operação Shaolin, acusou o petista de ser o chefe de um esquema de desvio de dinheiro de ONGs no programa Segundo Tempo.

Geraldo afirmou em depoimento à Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO) no dia 3 de abril de 2010, ter visto Agnelo receber R$ 250 mil e citou nomes de ONGs que seriam falsas durante o programa na TV. “Miguel (Souza), Agnelo e João Dias escolhiam as Ongs para esquema do Ministério do Esporte”, disse Geraldo.

A coligação de Agnelo rebateu as acusações na TV e disse que as denúncias foram inventadas por estelionatários e notícias distorcidas. Citou as condenações de Joaquim Roriz e lembrou que o ex-governador renunciou para fugir da cassação.

Operação Shaolin

A Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal, foi deflagrada para investigar supostos desvios de dinheiro público que deveria ir a uma organização ligada ao PCdoB, ex-partido de Agnelo. O caso foi batizado como uma referência ao maior mestre do Kung Fu, uma das atividades ensinadas pela entidade sob suspeita.

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