AGNELO COMANDA A TRANSIÇÃO

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Sem diálogo com Rosso, distritais garantem governabilidade para Agnelo

 

No primeiro encontro após eleito governador do DF, Agnelo Queiroz foi bem recebido por parlamentares e acabou ocupando espaço deixado pelo atual governador

O governador eleito Agnelo Queiroz (PT) não quer deixar que o Orçamento do Distrito Federal para o próximo ano vire uma preocupação quando assumir o cargo. Ele esteve na Câmara Legislativa, na última quinta-feira, com o objetivo de convencer os distritais a priorizarem, no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), as áreas em que o petista escolheu como principais do seu governo. Além disso, Agnelo solicitou aos parlamentares que não votassem questões polêmicas e que envolvam grandes somas de dinheiro. Esse foi o primeiro encontro oficial do governador eleito com os deputados distritais. O ato acabou gerando retorno positivo para o novo governador, já que a relação dos deputados com o atual governo tem sido criticada pelos parlamentares.

Visita foi impulsionada pelo receio de Agnelo de que os deputados desta legislatura aprovassem recursos para o ano que vem fora do Plano de Governo criado pela coligação petista, mas acabou repercutindo bem no relacionamento do próximo chefe do Executivo com o Legislativo local. A ideia do novo governador é que as propostas de campanha possam sair do papel o mais rápido possível e não atrapalhem o cronograma de execução. Os deputados prometeram conter os gastos e também reorganizar os prazos para encaminhamento do orçamento à votação em Plenário, que deve ocorrer até o dia 15 de dezembro.

O acordo firmado é que o relatório final do orçamento de 2011 será organizado por meio de quatro relatorias: de infraestrutura, social, de gestão pública e de desenvolvimento. Foram definidas também duas relatorias secundárias: uma para tratar do IPTU e outra para o IPVA. “Nós tivemos muitas alterações de prazos, mas o governador não mexeu no que tange às emendas, isso é uma prerrogativa do parlamentar”, afirmou o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da CLDF, Cristiano Araújo. É a terceira vez que o orçamento do DF entra na pauta do governador eleito.

Cercado por jornalistas, Agnelo adiantou que uma de suas preocupações em relação a mudanças na Lei Orgânica é dilatar o prazo para a aprovação do Plano Plurianual (PPA), a fim de adequar o Orçamento de 2012 às necessidades do novo governo, que começará em janeiro. “É uma medida que permite que possamos debater mais detalhes dos projetos mais complexos. Precisamos de um prazo maior para elaborar uma peça bem mais realista e não apenas formal, o que é muito importante para fazermos o orçamento”, disse Agnelo.

Na reunião, estiveram presentes 19 distritais e três parlamentares eleitos para a próxima legislatura: Cláudio Abrantes (PPS), Israel Batista (PDT) e Chico Vigilante (PT). Oito dos presentes conquistaram novo mandato na Casa ou na Câmara dos Deputados. “O novo governador pediu que projetos estruturantes que estão tramitando sejam deixados para serem votados no próximo governo. Eu também não acho conveniente que projetos que mudam a concepção do DF sejam votados em um governo interino e, muito menos, numa Câmara em fim de mandato”, disse Vigilante.

Até mesmo parlamentares pertencentes a grupos contrários à nova gestão estiveram no encontro. A deputada Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador Joaquim Roriz e da adversária do petista nas urnas, Weslian Roriz, fez questão de discursar. Jaqueline reconheceu a vitória de Agnelo nas eleições e admitiu que ele será o governador de todos, mas avisou que fará uma oposição respeitosa e séria, de uma forma saudável e até necessária para um governo. “Deixei claro para ele que estarei na oposição, mesmo na Câmara Federal. Mas serei uma oposição responsável, não creio que essa posição já deva repercurtir agora. Democraticamente, o novo governo merece ter esse tempo para ele”, resumiu a distrital Jaqueline Roriz (PMN).

No primeiro contato com os distritais, o saldo para Agnelo Queiroz foi positivo. Os deputados ficaram satisfeitos com a visita do novo governador ao Legislativo local. O encontro, que reuniu praticamente todos os distritais da Casa, serviu para que Queiroz sentisse a temperatura de como será a relação com os parlamentares nos próximos quatro anos de governo. “O clima entre os deputados é de cooperação e de união em relação ao novo governo”, afirmou o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), após o encontro.

O Distrital

 

Para Agnelo, o saldo do encontro foi positivo. “Espero que possamos ter sempre uma relação proveitosa de diálogo com  os deputados distritais, incluindo os de oposição”, disse o novo governador, ao enfatizar que tem um sentimento de “carinho e respeito” pela Câmara Legislativa.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado à Câmara prevê R$ 25,67 bilhões para o Executivo administrar no ano que vem. Da quantia, R$ 8,74 bilhões vêm do Fundo Constitucional do DF, ou seja, são verbas oriundas do governo federal. Apenas os gastos com saúde, educação e segurança vão somar R$ 14,4 bilhões em 2011, o que representa 60,5% de todo o orçamento.

Fonte: O Distrital

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