André Clemente reza mas mantém pessoas ligadas a Francisco Lopes na Sutic

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Como é pré-candidato a deputado federal, o secretário de Economia do Distrito Federal, André Clemente anunciou aos quatro ventos que estaria na Catedral Metropolitana de Brasília para comemorar seu seus 51 anos na quinta-feira (29/7), com uma missa. Entre os convidados, estavam o governador Ibaneis Rocha (MDB)  e a a primeira-dama, Mayara Noronha.

Mas surpreendentemente até agora Clemente nada falou sobre a operação “Bouchonée” da PF realizada em junho, que fez buscas e apreensão em empresa e pessoas ligadas a Francisco Lopes, ex-presidente do INSS demitido no governo Temer por suspeita de ter favorecido uma empresa de TI. Francisco estava confortavelmente instalado na pasta de Clemente e mandando muito na Subsecretaria de Tecnologia da Informação (SUTIC) e foi exonerado após deflagração da operação.

Cerca de 50 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal na operação que investiga possíveis irregularidades em contratos de tecnologia da informação firmados com o Ministério da Integração Nacional, a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, os contratos somam R$ 16 milhões.

Além do bloqueio de valores, a Justiça determinou o afastamento de servidores públicos de suas funções e proibição da empresa de firmar novos contratos. Segundo a PF, “os investigados fraudaram inicialmente uma licitação no Ministério da Integração Nacional, que resultou em uma ata de registro de preços, instrumento que viabilizava que outros órgãos contratassem diretamente a empresa investigada, por meio de adesões a essa ata”.

E mais surpreendente ainda é o fato de André Clemente ter mantido até agora a equipe colocada por Francisco (Chico) na SUTIC.

Esse post causou revolta de Clemente que mandou seu chefe de gabinete registrar BO por calúnia. Mas este jornalista estava certo ao denunciar Francisco Lopes e seu amigo Leonardo Morale, que continua na SUTIC 

Quando denunciei aqui a dupla Chico & Léo, Clemente tomou as dores de Francisco e, pasmem, registrou ocorrência contra este jornalista por calúnia e difamação. E ainda usou seu então chefe de gabinete, Alexandre, para fazer o registro. Na matéria,  não houve mentira. Tanto é que em junho ocorreu a operação que resultou na exoneração de Francisco.

A turma que continua na SUTIC ligada a Chico, como por exemplo, Leonardo, Symball e Antonio Junior, terá sérios problemas para explicar o inexplicável para algumas autoridades que estão de olho.

Ao perseguir de forma implacável uma empresa que ganhou licitação de forma limpa para favorecer outra, a SUTIC ultrapassou todos os limites legais e morais, e deixou digitais, muitas digitais pelo caminho. O empresário já foi ouvido pela Polícia e pelo MP. O cerco está se fechando sob o silêncio ensurdecedor de Clemente.

Novo escândalo a seguir que poderá sepultar de vez o sonho de Clemente de ser deputado federal. Não costumo errar em minhas previsões aqui no Blog. Quem me acompanha aqui há quase 16 anos, sabe que estou sempre certo. Pode até demorar, mas a verdade sempre aparece.

Mandatos e cargos passam, mas o jornalismo investigativo continua sólido.

 

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