APARECER EM VÍDEO RECEBENDO DINHEIRO DE CAIXA 2 NÃO PODE, MAS BENÍCIO TAVARES FAVORECER MARCOS VALÉRIO, PODE.

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Está pronto, na Câmara Legislativa do DF, o roteiro para condenar três deputados distritais – Leonardo Prudente (DEM), Eurides Brito (PMDB) e Brunelli (PSC) – investigados na Caixa de Pandora, como forma de poupar todos os outros cinco – Benício Tavares (PMDB), Aylton Gomes (PRP), Benedito Domingos (PP), Rogério Ulysses (PSB) e Rôney Nemer (PMDB). Os três primeiros receberam dinheiro em 2006, de Durval Barbosa, para a campanha eleitoral. Mas… a mando de quem? Arruda ou Roriz? Segundo advogados consultados pelo blog, o crime de recebimento de caixa 2 ocorreu na outra legislatura, e já estaria prescrito,  e no caso de Brunelli e Prudente, em que aparecem em vídeo orando por Durval, tal fato não consiste crime, até porque o vídeo foi editado e cortaram o ‘antes’ da oração, e segundo depoimento dos mesmos, não houve nenhum recebimento de dinheiro. Já a gravação envolvendo Benício Tavares falando de ‘negócios’ no governo de Arruda, esta ocorreu na atual legislatura – e é gravíssimo! Mas parece haver mesmo um acordo para tentar ‘fritar’ três deputados e esconder fatos gravíssimos de outros. Leia esta matéria que saiu em 05 de dezembro de 2009, na Istoé Independente, envolvendo o ex-presidente da Câmara Legislativa do DF:

Personagem que teve papel central nos esquemas de mensalão do PT e do PSDB, o empresário Marcos Valério aparece agora no escândalo que envolve o governo e a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Uma gravação feita pelo ex-secretário do governador José Roberto Arruda, Durval Barbosa, mostra o deputado distrital e ex-presidente da Câmara Legislativa Benício Tavares confessando ter fraudado uma licitação para a contratação de agência de publicidade para beneficiar a empresa de Marcos Valério a pedido do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), apontado por Arruda como principal responsável pelo estouro do escândalo que envolve o DEM.O deputado afirma na gravação que, quando era presidente da Casa, havia acertado a contratação de duas agências de publicidade. Mas recebeu um pedido do ex-governador Joaquim Roriz para beneficiar a SMP&B, empresa que tem como um dos sócios Marcos Valério e esteve envolvida com os esquemas do mensalão do PT, no governo federal, e do PSDB, na campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998. “Não, nem chegamos a conhecer o Marcos Valério. Conhecemos o Cristiano Paz, o outro sócio”, conta Benício Tavares na conversa. O deputado diz que, por conta desse pedido, teve de mudar o acerto que havia feito, o que desagradou outro parlamentar.Marcos Valério e Cristiano Paz são réus na ação aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os envolvidos no mensalão petista e foi denunciado pelo Ministério Público no mensalão tucano.

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