ARRUDA CONTINUARÁ PRESO

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Não adiantou ameaçar, espernear ou tentar acordo com a Justiça. O governador afastado e preso  do Distrito Federal, José Roberto Arruda, vai continuar preso. Por nove votos a um, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que, em liberdade, Arruda ainda pode atrapalhar as investigações da operação Caixa de Pandora. O governador foi preso por tentativa de suborno de uma testemunha.

Votaram contra o pedido de habeas-corpus da defesa do governador os ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Celso de Mello e o presidente do STF, Gilmar Mendes.

O ministro Dias Toffoli foi o único a votar pela liberdade do governador. Toffoli entendeu que a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) dependeria de licença prévia da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Todos os outros ministros, contudo, discordaram dessa interpretação.

Na sessão, não faltaram elogios ao trabalho do ministro Fernando Gonçalves, do Supremo Tribunal de Justiça, que está no comando das investigações da operação que culminou com a prisão do governador. Era uma resposta aos ataques feitos a ele pelo advogado Nélio Machado, que representa Arruda. Machado sugeriu que o ministro agiu em conluio com o Ministério Público. A situação de Arruda ficou ainda mais complicada ontem, quando 19 deputados distritais resolveram abandonar de vez o barco furado do governador afastado e preso,  e votaram favoravelmente ao pedido de impeachment.

Durval derrubou o arrogante governador Arruda, que continuará preso.

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