ARRUDA TENTA SE MANTER NO CARGO E ALIMENTA CPI PARA SE LIVRAR DO IMPEACHMENT

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Ele não aprende mesmo. O governador José Roberto Arruda continua sonhando que nada deve à ninguém, principalmente à opinião pública nacional. Ele ainda resiste, e manobra nos bastidores deputados aliados para evitar que pedidos de impeachment sejam apreciados e votados na Câmara Legislativa do DF. Arruda preferiu fomentar a criação da CPI para ganhar tempo e sair do foco do escândalo. Arruda ainda ordenou que os aliados se dividissem em novos blocos partidários, para controlar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as denúncias de pagamento de propina para o governador, integrantes do seu governo e deputados aliados, flagrados em gravações de vídeo que mostram partilha de dinheiro.
O “mensalão do DEM” veio à tona com a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), há dez dias.A operação deflagrada por Arruda fez com que fossem formados quatro blocos com 14 deputados aliados distribuídos entre eles. Como o regimento da Câmara Legislativa prevê o critério de proporcionalidade para definir quem fica com as vagas e cargos importantes de comissões permanentes e especiais, como uma CPI, a formação dos blocos garante a hegemonia para o grupo político do governador.Na composição anterior, o PT, que faz oposição a Arruda, tinha a maior bancada. Crescia, assim, o risco político para Arruda, uma vez que um petista assumiria uma das funções estratégicas na CPI. Com a recomposição de forças na Casa, os blocos aliados poderão indicar a maioria dos cinco integrantes da CPI, tendo força para escolher o presidente e ainda ficar com a relatoria.Como o ano legislativo está terminando e as comissões permanentes terão suas composições redefinidas no início de 2010, os aliados também poderão manter o controle de comissões importantes, como a de Constituição e Justiça, por onde passam os pedidos de impeachment contra Arruda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Sua estratégia pode até ter algum sentido, mas a revolta que se vê na cidade, é muito maior do que a esperteza do governador do DEM, envolvido até o pescoço em denúncias de corrupção. A situação é gravíssima e o vice-governador Paulo Octávio já avisou à Arruda sobre as consequências dele continuar à frente do GDF. Deputados distritais da base aliada continuam fazendo manobras para que os trabalhos da CLDF sejam paralisados com o início do recesso parlamentar. Se isto acontecer, Arruda ganhará fôlego até fevereiro. E ele tem ainda um outro problema: o DEM deverá oficializar mesmo sua expulsão do partido. Sem partido, sem moral e sem apoio de outros partidos, a situação ficará ainda mais delicada para o ex-engenheiro que se achava o “tal”. Segundo a deputada Érica Kokay (PT), “os deputados não podem entrar em recesso”. Será que o atual presidente da CLDF, deputado Cabo Patrício têm noção da gravidade do caso? Se tiver, não haverá recesso.

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