artigo – DIANTE DOS PROBLEMAS, GDF REAGE COM SILÊNCIO

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Denuncias recentes de moradores da Estrutural apontam irregularidades na distribuição de casas,  por parte da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). O assunto repercutiu na imprensa e nenhum representante do GDF apareceu para dar explicações. Parece que virou moda  no Executivo o silêncio, a ausência em compromissos públicos e o descaso com a população. Será que o governo tem medo de gente? Em época de eleição estão transitando  por todos os lados com promessas e mais promessas, que enchem pessoas de todas as classes sociais de sonhos, que agora parecem impossíveis de serem realizados.

É preciso chamar a atenção  para o fato de que já se passaram seis meses de governo, a herança maldita já passou,  já deu tempo de arrumar a casa o governo tem que andar e prestar serviços de qualidade à população. As pessoas querem respeito, querem respostas e um posicionamento do governo para suas demandas. A grave falta de diálogo dos representantes do GDF já causa revolta nos mais diversos segmentos sociais.

Os moradores da cidade Estrutural embalados pelo sonho da casa própria acordaram para a realidade e sofrem com a situação imposta pela Codhab,  por  meio do anuncio de  um recadastramento geral para quem quisesse participar dos programas habitacionais do governo. Uma confusão ficou estabelecida, pessoas que se sentiam contempladas não sabem o que fazer. Outras com  publicação no Diário Oficial  não sabem se está valendo, ou  mesmo a situação real de suas inscrições. Diante do desespero de pessoas simples em busca de informações,  convidei o secretário de Habitação, Geraldo Magela, ou um representante da Secretaria para esclarecer as dúvidas daquela comunidade.

O encontro ficou marcado para as 17h dessa quarta-feira (13),  na Estrutural. Contudo às 16h recebi uma ligação da Secretaria  comunicando que ninguém iria ao compromisso previamente agendado,    e sugeriram que uma comissão fosse escolhida e levada até a Secretaria. Volto a dizer que acima de quaisquer ideologias ou posições partidárias, é preciso ter coerência nas ações de homens e mulheres que se enveredam pela vida pública. É preciso ter respeito com a população do DF. O compromisso  foi firmado e confirmado. A reivindicação se limitava apenas a explicações dos novos critérios para os programas habitacionais.

Os eleitores se sentem traídos pelas promessas não cumpridas e agora pelos compromissos não cumpridos.  Uma audiência pública foi marcada para o mês de agosto, logo após o recesso,  vamos ver se o governo não vai ter coragem de aparecer novamente. É lamentável o que vem acontecendo no DF, daqui a pouco o povo vai estar tão desacreditado, que não vai querer votar e  exercer sua cidadania, direito alcançado com muita luta.

Mesmo com o silêncio do governo é preciso  insistir e acompanhar de perto todas as denuncias de irregularidades na distribuição das casas na Estrutural. A Câmara Legislativa tem ferramentas para requerer as informações necessárias. O diálogo é fundamental para o sucesso de qualquer governo,  já o silêncio é uma escolha  com conseqüências que podem ser desastrosas para o processo de construção de uma Brasília melhor.

Celina Leão

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