Artigo Furúnculos

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    Como o Supremo Tribunal Federal, após quatro meses de trabalhos exaustivos, condenou e absolveu acusados, vem de concluir o julgamento da ação penal 470, seria o momento para algumas observações acerca de um processo criminal sem precedentes na história da nação. Ocorre que quase ao mesmo tempo sucedeu episódio também sem paralelo na crônica nacional. Exatamente alguns condenados criminalmente juntaram-se em bando com o fito de desqualificar o Tribunal que os condenara com a particularidade de tratar-se da mais alta Corte judiciária do país. As decisões judiciárias podem ser censuráveis uma vez que nenhum Tribunal é infalível pela simples razão de que seus integrantes também não são; aliás, em princípio a crítica é útil, sob uma condição prévia, a de que o crítico tenha autoridade intelectual para fazê-lo, sem falar em outras e no caso em tela não se trata de crítica, mas de agravos e agravos pesados. Dir-se-ia um bando de “aloprados”, para repetir a expressão usada pelo ex-presidente Luiz Inácio para situação semelhante. O particularmente grave, no caso, é que o próprio ex-presidente tem se manifestado na linha dos “aloprados” nas afrontas ao judiciário. Decretando que o “mensalão” nunca existiu, dessa premissa inverídica passa a asseverar ser uma “farsa”. Isso depois que o Supremo Tribunal Federal, ao cabo de 53 sessões públicas, assistidas por milhares de brasileiros, condenou 25 denunciados e absolveu 12. Nunca houve processo criminal tão numeroso e complexo e nenhum que tenha recebido tamanha publicidade, e o ex-presidente pura e simplesmente nega a existência do “mensalão”. Um perjuro não faria melhor. É lamentável, mas especialmente é triste. Leia mais

    Fonte: Ucho.info

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