ARUC REPUDIA DECLARAÇÕES DA BRASILIATUR

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Leia a nota da ARUC. É muito interessante. A diretoria da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro – ARUC, mais antiga escola de samba do Distrito Federal, maior campeã do Carnaval de Brasília e declarada oficialmente pelo GDF como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal, vem a público manifestar sua preocupação com notícias veiculadas hoje pelos meios de comunicação da cidade, atribuídas à Assessoria de Imprensa da Brasiliatur, segundo as quais a demora no repasse dos recursos destinados às entidades carnavalescas aconteceu porque as escolas de samba não apresentaram a documentação completa exigida pelo manual de patrocínio no tempo previsto e que a segunda parcela dos recursos só deverá ser liberada depois da realização da festa.

Repudiamos veementemente tais afirmações, atribuídas à Assessoria de Imprensa da Brasiliatur, com as quais não podemos concordar, por, absolutamente, não representarem a expressão da verdade.

Queremos deixar claro que a União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo de Brasília – Uniesbe e todas as entidades a ela filiadas encaminharam oficialmente ao Governo do Distrito Federal o Projeto do Carnaval 2010 no dia 20 de maio de 2009, numa solenidade ocorrida no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que contou com as presenças do vice-governador e então Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Octávio, do secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, e do recém-empossado presidente da Brasiliatur, João Oliveira. Apesar disso, apenas no dia 14 de novembro, seis meses depois, fomos chamados à Brasiliatur para dar início aos trâmites burocráticos do processo de patrocínio do Carnaval 2010.

A responsabilidade pelo atraso na liberação dos recursos não é, portanto, das entidades carnavalescas, mas única e exclusivamente da Brasiliatur que demorou seis meses para dar início às formalidades necessárias para a assinatura do contrato de patrocínio. Não custa nada lembrar que tal procedimento foi completamente diferente do adotado com a Beija-Flor de Nilópolis que teve seu processo rapidamente aprovado com a liberação total dos recursos acordados com a nossa co-irmã carioca.

Além disso, não concordamos em hipótese alguma que a liberação da segunda parcela do patrocínio seja feita apenas depois da realização do Carnaval, o que inviabilizará totalmente a realização da festa. A proposta original das escolas de samba de Brasília era de que os recursos fossem liberados em três parcelas, uma em novembro, outra em dezembro e a última em janeiro. Como até hoje nenhum recurso foi liberado, esse cronograma está superado e as negociações com a Brasiliatur prevêem a liberação de uma parcela agora, na primeira semana de janeiro, e outra até o dia 20 de janeiro. Qualquer cronograma de desembolso diferente desse acordado com a Brasiliatur inviabiliza definitivamente a preparação do desfile das escolas de samba de Brasília. Esperamos que tal informação seja apenas uma “barriga” da assessoria de imprensa da Brasiliatur.

Finalmente, queremos reafirmar nossa disposição de lutar até a última instância para que os desfiles das escolas de samba sejam realizados no Plano Piloto, como acordado previamente pelas entidades e a Brasiliatur.

Desde o dia 20 de maio de 2009 que as 18 escolas de samba de Brasília encaminharam ao GDF, junto com o Projeto do Carnaval 2010, um documento, assinado por todos os presidentes das entidades, defendendo que o Carnaval de 2010, por ser o Carnaval dos 50 Anos de Brasília, seja realizado no Plano Piloto, área nobre e central da cidade e de acesso igualitário aos moradores de todas as regiões administrativas, a exemplo de outras grandes festas populares, como o Aniversário da Cidade, o Réveillon e o 7 de Setembro, entre outras. Além de ser a vontade da unanimidade das escolas de samba, duas pesquisas de opinião, realizadas por uma grande rede de televisão e por um dos mais respeitados e acessados blogs de notícias da cidade, deixaram claro que essa é a preferência da esmagadora maioria da nossa população.

Nada justifica, a não ser o mesquinho interesse político-eleitoral de alguns oportunistas de plantão, que a maior festa popular do País, no ano dos 50 Anos de Brasília, seja realizado fora do centro nervoso e da área nobre da cidade, e sim numa distante região administrativa, inviabilizando a presença e a participação dos moradores de todo o Distrito Federal. Não podemos permitir, em hipótese alguma, que o Carnaval de Brasília se transforme mais uma vez no Carnaval da Ceilândia.

Brasília, 5 de janeiro de 2010

A DIRETORIA

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