AUDITORIA EM 142 MIL CONTRATOS DO GOVERNO LULA REVELA 80 MIL INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES

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    O Tribunal de Contas da União fez uma auditoria em 142 000 contratos de compras do governo Lula, envolvendo gastos superiores a 100 bilhões de reais. Os auditores encontraram mais de 80 000 indícios de irregularidade cometidas pelas empresas, catalogadas em sete modalidades principais de fraude.

    Há uma extensa lista de contratos firmados com empresas que têm parlamentares como sócios majoritários, o que é ilegal. Deputados e senadores encabeçam a lista. Entre eles, o senador Eunício Oliveira e os deputados Paulo Maluf e Felipe Maia.

    Foram encontrados 16 547 casos em que a licitação foi disputada por empresas diferentes mas com sócios em comum. É um indício de conluio com o propósito de fraudar a disputa e restringir a competitividade.

    Os auditores identificaram um fenômeno: uma única empresa venceu 12 370 licitações, mas depois não assinou o contrato. Na maioria das vezes em que isso ocorre, a licitação cai no colo da segunda colocada. Uma artimanha para elevar os preços.

    O levantamento descobriu 9 430 casos de empresas que venderam muito mais do que previa o contrato e, consequentemente, receberam muito mais do que deveriam. Houve empresa contratada por 5 000 reais que recebeu 1,47 milhão.

    As investigações do Tribunal de Contas envolve parlamentares em atividade. Para evitar o aprofundamento da investigação, o TCU apartou uma lista e classificou-a como sigilosa. Nela consta o nome das empresas, dos órgãos suspeitos e, obviamente, dos parlamentares. A revista Veja teve acesso a parte da relação. Estão entre os acusados o senador Eunício Oliveira (PMDB), e os deputados Paulo Maluf (PP) e Felipe Maia (DEM).

    O ministro do TCU Valmir Campelo foi relator de um dos mais devastadores levantamentos já realizados pelo tribunal. O trabalho revela o grau de corrupção, negligência e desleixo com o dinheiro do contribuinte.

    Resta saber o que as demais autoridades farão a respeito de tamanho escândalo.

    (Com informações da revista Veja)

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