Avança implantação do Barretinho no Amapá

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A implantação de uma unidade do Hospital de Câncer de Barretos em Macapá avançou nesta terça-feira (7), após encontro do governador do Amapá, Waldez Góes, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Waldez Góes e os governadores do Acre e Tocantins, Tião Viana e Marcelo Miranda, que também pleiteiam a instalação de unidades semelhantes em seus estados, buscam a reorganização das políticas públicas em relação ao tratamento do câncer nos estados do Norte. “A maioria dos pacientes do Norte busca em outros centros o tratamento avançado para o câncer, em especial Barretos. Então, iniciamos essa conversa como Barretos, assim como outros estados”, avaliou.

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As tratativas começaram com a visita da deputada estadual Marilia Góes e da secretária de Governo, Renilda Costa, ao Hospital de Câncer de Barretos, onde se reuniram com o diretor-geral da unidade, Henrique Prata. “Em seguida, o governo abriu negociações com a bancada federal e conseguimos com isso que Barretos olhasse o Amapá como uma oportunidade de fazer uma unidade avançada de diagnóstico e prevenção”, disse o governador, que também garantiu os recursos necessários para esta instalação.

 

Agora, após ter doado o terreno à instituição, o momento é de superar entraves burocráticos e administrativos no âmbito do Ministério da Saúde. “A iniciativa desta reunião é conectar as estratégias de quimioterapia, radioterapia e cirurgias. É, aliás, uma questão que não diz respeito só ao Amapá. E Barretos tem um protocolo com uma eficiência exemplar, testada e aprovada no Brasil, com belas experiências de humanização”, detalha o governador.

 

Em busca dessa excelência em serviços para os pacientes, o Amapá, junto com Acre e Tocantins, reivindicou a mudança de algumas portarias do Ministério da Saúde, de maneira que a unidade de Barretos no estado possa receber do SUS não apenas pelo diagnóstico e prevenção, mas também na realização de quimioterapias e radioterapias. “Isso é um conceito novo, que mexe com legislação, e que apresentamos ao ministro”, afirma Waldez Góes.

 

“O Amapá está pronto para construir uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), prédio de cinco andares e que custará cerca de R$ 20 milhões. Se o conceito muda e há a associação com Barretos, talvez o custo diminua, pois vai para o mesmo espaço e área. O que eu não gostaria é de começar uma obra e daqui a alguns anos as portarias mudem e haja o aceite de Barretos para fazer o trabalho de quimioterapia e radioterapia”, explicou.

 

Em busca dessa mudança, os governadores dos três estados, cujos acordos com o Hospital de Câncer de Barretos estão em estágios diferentes, querem criar um novo conceito de diagnóstico, quimioterapia, radioterapia e cirurgia e tratamento fora de domicílio. “Haverá desdobramento do encontro de hoje, com uma reunião na próxima terça-feira (14), na qual os secretários de saúde dos estados, as pessoas responsáveis pelo tratamento e assistência aos pacientes de câncer e técnicos do ministério vão travar um debate e saber até que ponto se pode mudar estas portarias”, avalia.

 

A ideia apresentada pelos governadores encontrou boa receptividade por parte do ministro, já que esta não foi a primeira conversa e a respeito. “O que estamos pedindo vai facilitar a vida do paciente, que precisa da assistência do poder público, associando uma entidade de excelência como Barretos. Espero que na terça isso avance mais, pois preciso que no máximo em um mês as decisões estejam tomadas para dar encaminhamento às demandas do estado”, acredita Waldez Góes.

 

Chamado carinhosamente de Barretinho pelo governador Waldez Góes, a unidade tem emendas garantidas para sua construção. “O que sair da próxima reunião orientará a parte de quimioterapia na obra do Unacon, e um posicionamento do governo federal, que o ministro disse que também será discutido terça, define o calendário de construção e entrega da radioterapia”, afirmou. Ele destaca que há áreas e recursos garantidos para todas as obras.

“Se a decisão melhor for o serviço de quimioterapia ou radioterapia ou ambos ser colocado na área próxima ao Barretinho, é possível, pois ali se pode construir prédios para colocar áreas de diagnóstico, prevenção, quimioterapia e radioterapia”, acrescenta, dizendo que os prédios para tratamento quimioterápico e/ou radioterápico tanto podem ficar ao lado do Barretinho como ao lado da Unacon do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL). “Para definir este posicionamento, precisamos das decisões do Ministério da Saúde”, concluiu.