Barrada no Buriti no Dia da Mulher

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Presidente do sindicato com maior representatividade da área da Saúde, Marli Rodrigues foi barrada em uma reunião no Palácio do Buriti, ontem, Dia da Mulher. Lá, ouviu que o secretário Sérgio Sampaio (Casa Civil) não toleraria a presença dela no encontro em que tratariam das mudanças na atenção primária, justamente com as entidades sindicais. Ela só conseguiu ser aceita na sala, depois de intervenção do deputado distrital Wellington Luiz (PMDB) e de ameaças de outros sindicalistas de deixar o Buriti. Para Marli, a motivação de Sampaio são as denúncias feitas por ela de que há irregularidades no governo Rollemberg.

Acima das questões pessoais

“Questões institucionais não podem ser tratadas de forma pessoal. Enquanto gestor, o secretário tem que conversar com todos, inclusive com a oposição. Nós, profissionais da saúde, atendemos todos os pacientes independente do que são ou façam. Me pergunto: se eu fosse uma paciente e ele o profissional de plantão, eu seria atendida?”, aponta Marli Rodrigues, lembrando das discriminações sofridas por mulheres todos os dias, principalmente quando um homem está em posição de alto escalão. “Sampaio não se atentou para um dia tão importante e nem o simbolismo que essa ação carrega. Essa atitude cristaliza toda perseguição que eu venho sofrendo no campo pessoal”, frisou.

 

 

Fonte: Do Alto da Torre