Câmara Legislativa do DF perde mais uma no STJ

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26/08/2016. Crédito: Carlos Moura/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Deputada investigada por recebimento de propina Celina Leão, na Camara Legislativa do Distrito Federal.

A decisão foi tomada na tarde de hoje (11)

REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DO G1DF –

Se depender do STJ, Celina Leão continuará afastada da Câmara Legislativa do Distrito Federal. …

O STJ negou nesta sexta-feira (11) o pedido da presidente afastada da Câmara Legislativa do DF deputada Celina Leão (PPS) para retornar ao cargo, de onde foi retirada por suposto envolvimento em esquema de propina. A deputada foi afastada na primeira fase da Operação Drácon, uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público do DF. Na época ela negou que vá renunciar ao cargo.

 

Celina Leão foi afastada cautelarmente no dia 23 de agosto , por decisão do desembargador Humberto Adjuto Ulhôa a pedido do MPDFT. No 18 de outubro o Conselho Especial do TJDFT por onze votos a nove decidiu por negar provimento a um agravo de Celina Leão. Manteve o afastamento. Da decisão de hoje Celina ainda pode recorrer, e novamente ao STF.

 

Deflagrada em agosto, a Operação Drácon é uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público do DF que apuram se parlamentares receberam propina para liberar emendas e pagar dívidas do GDF com empresas de UTIs, “furando a fila” das faturas que estavam pendentes. Celina Leão sempre negou as acusações.

 

Entenda as denúncias

 

Em entrevista à TV Globo, Liliane detalhou parte do suposto “acordo”. Segundo ela, a negociação tratava de uma “sobra orçamentária”, destinada originalmente à reforma de escolas e unidades de saúde.

 

Nos áudios feitos pela deputada Liliane Roriz (PTB) e revelados na quarta-feira (17 de agosto), Celina fala sobre mudança de finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviço de UTI. Segundo as denúncias, o repasse acabou beneficiando deputados.

 

No começo de dezembro de 2015, os distritais aprovaram uma mudança no texto, direcionando o aporte para pagar dívidas do GDF com prestadoras de serviço em UTIs. O esquema teria sido montado pelo distrital Cristiano Araújo. Pela denúncia, o acordo envolveria repasse aos deputados de 7% sobre o valor das emendas.

 

Celina negou irregularidades e disse que Liliane mentiu porque sente “inveja” dela. Na ocasião ela também adiantou que encaminharia documentos ao Ministério Público para provar que não agiu de forma ilegal na destinação de recursos de emendas parlamentares.

 

Fora da presidência da Câmara, ela continua negando a sua participação em esquema de propina, Celina Leão acusa Rollemberg de ‘apoiar quadrilha de Liliane’. Segundo ela, a divulgação de áudios que indicam suposto esquema de propina em emendas parlamentares para UTIs foi uma forma de derrubar a Mesa Diretora e dar poder à base aliada do governo e que os áudios divulgados pela deputada Liliane Roriz (PTB) são uma retaliação do governo pelo fato de a CPI da Saúde investigar a relação do governador Rodrigo Rollemberg com supostos esquemas de pagamento de propina no governo. “Nunca conversei com empresário, disponibilizei aqui meus sigilos bancários e telefônico, não tenho amizade [com envolvidos]. Agora, colocar essas coisas como estão colocando? É muito claro. A Mesa Diretora era oposição ao governador Rollemberg e teve uma destituição provisória, arquitetada pelo próprio governador”, declarou Celina.

 

A distrital desqualificou as acusações feitas por Liliane Roriz, autora das gravações e responsável por levar o caso ao Ministério Público. Nos áudios, Liliane e Celina aparecem discutindo a “inclusão no projeto” e o “negócio do recurso”. Celina diz que nunca teve conversas com a colega de parlamento sobre “temas não republicanos”. “O que não dá [para aceitar] é um governador incompetente, que tem várias acusações de desvios dentro da Secretaria de Saúde, usar uma colega nossa que tem processos, que está no buraco, para nos atacar. Tem deputados que querem cinco minutos de fama e falam dos colegas”, afirmou Celina, sem citar nomes de outros parlamentares.

 

Segundo Celina saiu do gabinete da vice-presidência, à época ocupado por Liliane Roriz, a emenda parlamentar sob suspeita. “Essa quadrilha é liderada por Liliane Roriz e apoiada pelo governador incompetente, que não consegue fazer uma negociação, sabe por quê? Porque ninguém acredita nesse cara. É uma decepção que a família Roriz, que já não estava muito bem, termine no lixo do lixo do lixo”, disse que Liliane “forjou” os áudios entregues ao Ministério Público. “Se vocês repararem, o áudio dela é todo editado. Não tem a fala dela, as colocações que ela faz. É uma tentativa dela de me desmoralizar. Eu não tenho um pingo de preocupação”, disse. “Ela mente. Ela mente à imprensa, em uma tentativa do governo de desqualificar a CPI.”

 

Articulador do governo na Câmara, José Flávio de Oliveira negou que houvesse retaliação por parte do governo. “Essas gravações foram feitas em dezembro do ano passado. Não existia CPI nem nada. A relação com a presidente na época era a melhor possível.”

 

Em nota, o GDF repudiou as declarações de Celina de que o governo estaria envolvido, direta ou indiretamente, nas gravações fitas pela deputada Liliane Roriz.

 

Liliane nunca se pronunciou sobre as declarações de Celina Leão.

 

 

 

Fonte: Blog do Sombra

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