Campanella, o sem voto, pode ficar sem partido também

0
11

CLDF , MARCO ANTONIO CAMPANELLA,DFTRANS DATA: 12-06-12 FOTO: PAULA CARVALHO

No calor das manifestações que tomaram conta do país esses dias, as maiores depois das Diretas-Já!, este bog tem acompanhado atentamente a movimentação em um partido que pelo menos na sigla tem tudo a ver com o momento que vivemos, o Partido Pátria Livre, PPL.

Comandado com “mão de ferro” pelo candidato derrotado a deputado federal Marco Antonio Campanella, ou Campanella, como é conhecido, o PPL ensaia um grande movimento interno para tirar da presidência da sigla, “o vacinado”, como alguns desafetos referem-se a Campanella, pelo fato deste nunca ter conseguido se eleger a um mandato no DF, apesar das muitas eleições que já disputou, antes no PMDB, agora no PPL. “Este cara tomou várias doses da vacina contra votos”, declarou ao blog um filiado que pediu anonimato.

Este mesmo filiado revelou que na sigla apenas o “G8” (como se referem ao minoritário grupo que Campanella teria montado para controlar o partido), seria merecedor “das atenções e considerações” do “vacinado”. “Existe esta panelinha que ele criou para botar a mão na sigla e virar o coronel mesmo sem ganhar uma eleição sequer”.

Além disso, ainda segundo este militante, sete zonais já teriam deixado claro que desejam mudanças no comando da sigla. “A ultima foi a do Plano Piloto. Também em Planaltina, Santa Maria, Cruzeiro e Brazlândia ninguém quer mais esta panelinha no comando do nosso partido. Não somos contra ele, somos contra ele querer virar um imperador aqui, entendeu? Que democracia é esta?”

Entenda quem é e o que defende o Partido Pátria Livre – PPL

Após três décadas dentro do PMDB, os comunistas do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) decidiram se desligar do partido e fundar, em 21 de abril do ano de 2009, junto com militantes que saíram de outros siglas, uma legenda própria: o Partido Pátria Livre (PPL).

O MR-8 ganhou notoriedade no final da década de 60 ao combater a ditadura militar pela via armada. Com militantes como Fernando Gabeira, Carlos Lamarca, Franklin Martins e César Benjamin, o movimento defendia a revolução para derrubar o governo e instalar no Brasil um Estado socialista.

Em setembro de 1969, o grupo sequestrou o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick para exigir a libertação de 15 prisioneiros que estavam em poder dos militares, num dos episódios mais marcantes dos anos de chumbo.

Diferentemente do MR-8, a principal bandeira do PPL não é a revolução socialista, e sim a independência do Brasil perante o imperialismo estrangeiro. O nome do partido foi inspirado na letra do Hino da Independência do Brasil. A data de fundação –morte de Tiradentes– também não foi escolhida por acaso.

O programa político do PPL diz: “é necessário concentrar todas as energias para completar a grande obra da independência nacional (…) A maior parte dessa construção, que começou com Tiradentes, passou por Getúlio (Vargas) e chegou a Lula, já foi realizada. Mas a que falta deixa o país e o povo vulneráveis à espoliação externa que tolhe o nosso desenvolvimento econômico, político, social e cultural.”

Movimento “bancado” por Orestes Quércia

Outra característica marcante do MR8 era a sua ligação, com o falecido governador de São Paulo, Orestes Quércia, do PMDB, que apesar de alvos de inúmeras denuncias de desvios e de corrupção em seu governo, era tratado com todo o respeito pelos “revolucionários” como Campanella, que a ele se referiam como “O Grande Timoneiro”.

Campanella também envolvido em denuncias de corrupção

Talvez inspirado pelo falecido padrinho Quércia, Campanella foi alvo de inúmeras denúncias (de desvios de conduta e de função), no período em que ocupou a diretoria geral do DFTrans, no governo de Agnelo Queiroz, do PT.

Uma rápida consulta no Google com a palavra chave “Campanella denúncias dftrans”,dezenas de links aparecem sobre o assunto, entre eles, replicamos o abaixo do correioweb:

“O diretor-geral do DFTrans, Marco Antônio Campanella, falou sobre denúncias e rebateu as críticas na Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC), na Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (31/10).

Campanella deu informações sobre denúncias contra sua atuação frente ao DFTrans, protocolada na comissão pela Associação de Auditores Fiscais de Transporte do DF (Assefit). A reunião contou com a presença de técnicos do Tribunal de Contas do DF e de servidores da empresa de Campanella.

O presidente do PPL negou a utilização do DFTrans como “cabide de emprego” para beneficiar pessoas filiadas a seu partido. Ele também rechaçou a informação de que estaria agindo para que empresas concessionárias do serviço de transporte coletivo urbano fornecessem passagens aéreas para militantes do partido comparecerem a reuniões em outros estados.

Segundo o diretor-geral, cerca de 15% dos cargos do órgão são ocupados por filiados ao PPL. “Isso faz cair por terra, de uma vez por todas, qualquer insinuação dessa natureza”, reiterou. Sobre a denúncia relativa às passagens aéreas, Campanella disse se tratar “de uma revanche de Valmir Amaral”, referindo-se ao proprietário do Grupo Amaral, que sofreu intervenção do GDF. Na plateia, servidores contrários ao diretor do DFTrans exibiam cartazes com a palavra “mentira””.

Este blog está acompanhando os movimentos do “ex-revolucionário” que não deseja mudanças em seu próprio partido.

Com a palavra, o presidente do PPL, Campanella.

Posted in Política Local

 

Fonte: Blog do Professor Chico

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui