Caos no trânsito: Alegria para uns e tristeza para muitos outros

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radar2As três empresas que integram o consórcio que há anos detém a milionária indústria da multa no Distrito Federal  continuam livres, leves e soltas  no DETRAN-DF. Enquanto o órgão pouco investe na educação de trânsito, os amarelinhos  multam sem dó nem piedade os pobres motoristas que simplesmente não encontram estacionamentos públicos no DF.

Quando há eventos na cidade, seja no Guará, Águas Claras ou Plano Piloto, desde uma festa de aniversário, apresentação teatral ou até mesmo um show, os amarelinhos surgem de todos os cantos para multar o cidadão que deseja ou precisa estar ali naquele evento e que por não encontrar estacionamento, acaba por colocar o veículo em cima da calçada, grama ou em fila dupla, principalmente nas noites de fim de semana.

Os agentes de trânsito alegam infração de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito. Entretanto,  como fica o bom senso das autoridades e políticos do DF que pouco ou nada fazem a respeito do caos no trânsito que atinge motoristas diariamente nas vias e rodovias do DF? É melhor ser omisso para arrecadar mais com as multas?

Governos insistem em não construir estacionamentos públicos no Distrito Federal há vários anos, mesmo diante do aumento significativo do número de veículos que transitam pelas vias da cidade. É um absurdo e uma afronta aos direitos do cidadão/motorista.

multasE para completar, a Câmara Legislativa do DF continua omissa quando o assunto é o DETRAN-DF. Enquanto isso, três ricos empresários fazem a festa com o caótico trânsito brasiliense, que tende a ficar cada vez pior diante da falta de habilidade de quem  comanda o órgão, da completa falta de estudos,  de sinalização vertical e horizontal, projetos de engenharia  e principalmente investimentos na educação de trânsito.

E fica ainda a grande pergunta: para onde vão os milhões de reais arrecadados com a indústria da multa no DF? No governo do PT, esse dinheiro não ficava no órgão. E agora?

Por outro lado, a  indústria da multa, defendida com unhas e dentes pela prefeitura de Curitiba, sofreu em 2012  revés temporário no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Aquele órgão mandou suspender mais uma vez o processo de licitação para a compra de radares e demais equipamentos de monitoração eletrônica do trânsito da capital paranaense.

O conselheiro-corregedor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, Nestor Baptista, acatou argumento de que o certame estava sendo direcionado para que uma das empresas o vencesse.

radarladraoEm março  de 2011, o prefeito Luciano Ducci (PSB) rompeu o contrato com a Consilux depois de reportagem no Fantástico mostrando que as multas eram manipuladas. Apesar disso, a empresa continuou alugando os equipamentos eletrônicos a um custo mensal de R$ 700 mil ao contribuinte. Segundo informações, haveria um acordo nacional entre as empresas do setor de radares eletrônicos que lotearam o Brasil. Por isso as mesmas empresas ganham sempre nos mesmos lugares  há vários anos. De vez em quando mudam de nome, mas os donos são os mesmos.

Enquanto isso, os três milionários da indústria da multa (sendo um do DF e dois do Paraná) continuam fazendo dos motoristas do DF, verdadeiros patetas. Para os empresários do setor, quanto pior o trânsito e principalmente a falta de estacionamento, melhor para o bolso deles.

É aquela velha história: Enquanto uns choram, outros vendem lenços…

 

 

 

Fonte: Donny Silva

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