Cargos comissionados no novo governo despertam cobiça de aliados

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Secretarias como Educação, Transporte e Saúde são problemáticas, mas trazem visibilidade política. Já órgãos como Novacap, Terracap e BRB têm poder por mexer com terras e dinheiro. Após as eleições, todos eles estão entre os postos mais cobiçados

Matheus Teixeira

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O titular da pasta de Educação no governo de Rodrigo Rollemberg provavelmente passará pela aprovação do senador Cristovam Buarque

Além de entregar o comando do Palácio do Buriti em 1º de janeiro de 2015, Agnelo Queiroz (PT) também deixará à disposição e à livre nomeação do futuro governador Rodrigo Rollemberg (PSB) cerca de 7 mil cargos comissionados. Aqueles do primeiro escalão — como a chefia de secretarias e de empresas estatais estratégicas — são os postos mais cobiçados pelos políticos aliados do socialista. A Novacap e a Terracap, por exemplo, são disputadas pelo alto orçamento. Já as pastas de Educação e Transporte interessam pela visibilidade. As secretarias de Planejamento e Orçamento e a Fazenda, por sua vez, são atrativas por definir gastos e influenciar em todas as áreas do governo.

Outros cargos de destaque são boas vitrines, mas vivem situação delicada e, se não forem bem trabalhados, podem trazer saldo político negativo. A pasta de Administração é uma delas. Responsável pelas negociações com os servidores — ainda mais com os aumentos previstos para várias categorias nos próximos anos —, com certeza não dará vida fácil ao futuro secretário. A Agência de Fiscalização do DF (Agefis), ameaçada até de extinção por alguns concorrentes ao GDF na eleição deste ano, tem o poder de autorizar construções e derrubar outras irregulares, mas é vista por muitos como um empecilho burocrático, nada vantajoso ao chefe da agência.

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A Fazenda é o órgão que recolhe e administra toda a verba do governo, enquanto o Planejamento e Orçamento define como os recursos serão investidos. Pela posição central, Rollemberg deve escolher nomes de sua inteira confiança para assumir esses setores importantes. Por isso, os postos provavelmente não entrarão no jogo político e nomes técnicos devem ser priorizados.

Áreas fundamentais no cotidiano da sociedade, como Educação e Transporte, em que os responsáveis podem tomar medidas políticas de impacto direto na vida do cidadão, tendem a despertar o interesse de correligionários. As discussões sobre a secretaria de Educação, como antecipou Rollemberg, passam pelo PDT e, especialmente, pelo senador Cristovam Buarque, uma das referências nacionais na área. Já no Transporte, área com potencial político, ele deve indicar um aliado próximo.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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