CLDF vai gastar R$ 140 mil com revisão de carros

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Do R7, com a TV Record Brasília

A Câmara Legislativa do Distrito Federal destinou recurso de R$ 140 mil para a manutenção da frota de 12 veículos da casa. Seis deles são veículos executivos, comprados no ano passado e a maioria tem até três anos de uso. O valor do serviço, de acordo com os preços da montadora, disponibilizados na internet, ficaria  em R$ 21.048, já incluindo o valor da mão-de-obra.

Segundo o edital, a manutenção deve incluir outros serviços, além da parte de mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, borrachamento, vidraçaria e estofamento. Estes não seriam cobertos pela garantia dos carros. Em nota, a Câmara informa que o custo estimado da licitação foi baseado em pesquisas de mercado e que o valor total do edital representa uma previsão de gastos.

Produtividade

A produtividade da Câmara Legislativa do DF caiu. A média de aprovação deste ano é de 16,6 projetos por mês, enquanto no ano passado quase chegou a 36 (35,8). Do início do ano até o dia 16 de outubro, foram 175 propostas aprovadas.  As informações são de uma reportagem especial daRecord Brasília.

De acordo com levantamento elaborado pela assessoria de plenário da Câmara, em 2012 foram analisados 343 projetos de lei, 21 projetos de lei complementar, uma proposta de emenda à lei orgânica, 66 projetos de decretos legislativos, seis projetos de resolução, 130 requerimentos e 187 moções. Os deputados distritais também analisaram ao longo do ano 81 vetos.

Informações ocultas

A CLDF (Câmara Legislativa do DF) está escondendo informações completas sobre os pagamentos dos servidores e parlamentares. Os salários podem ser vistos pelo site, mas os nomes ainda estão ocultos. As informações são de uma reportagem especial da Record Brasília.

No Congresso Nacional e nos poderes executivo local e federal é possível saber quanto determinado servidor recebe durante o mês. No GDF (Governo do Distrito Federal) é preciso cruzar os dados de duas tabelas. Uma com nomes e cargos e outra com cargos e salários.

Na Câmara dos Deputados e Senado Federal, por exemplo, para ter acesso às informações completas basta entrar no site, procurar o nome do servidor e preencher um formulário com o CPF.

Por outro lado, na CLDF, a situação é diferente porque o nome dos servidores não está disponível. Em uma consulta simples no site da instituição é possível saber que um consultor técnico recebeu R$ 41 mil. Com os descontos o valor cai para R$ 31 mil, bem acima do teto de R$ 23,3 mil.

Para o cientista político José Diocleciano a transparência do órgão é necessária para que a população tenha mais segurança e fiscalize os gastos públicos.

— Enquanto servidores públicos é necessário que não só a população mas as instituições tenham acesso a tais informações para ter noção de como estão sendo distribuídos os impostos e como está a organização do estado brasileiro e administração pública.

De acordo com a Mesa Diretora da CLDF, a decisão pela transparência já foi tomada há mais de uma semana, mas até agora nada mudou. Para os eleitores este problema aliado à inoperância dos gestores responsáveis pela casa contribuem para uma imagem negativa da câmara.

Por isso, a Casa decidiu mudar a forma como é divulgada a remuneração dos servidores e parlamentares no portal. O ato que oficializa a medida foi lido nesta quarta-feira (30), em plenário, pelo vice-presidente da CLDF, deputado Agaciel Maia (PTC), e será publicado no Diário Oficial da Câmara Legislativa. Mas, segundo nota publicada no site da própria Câmara Legislativa, no novo formato, os nomes continuarão ocultos.  “Para obter essa informação específica, o usuário do portal terá que preencher um formulário de solicitação”, diz o texto.

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