Comerciantes da Estrutural pedem regularização do Setor de Oficinas
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Quase 300 processos de regularização fundiária da cidade Estrutural estão sendo analisados pelo Departamento Jurídico da Administração Regional do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento, 254 deles no Setor de Oficinas. Após esse trabalho será emitido um relatório e encaminhado aos órgãos responsáveis pela regularização como a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente e Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF para tomada de providências.
quase dez anos os oficineiros aguardam pela legalização da área, época em que a área foi criada, por falta disso os comércios funcionam na ilegalidade como o alvará de funcionamento. “Só que queremos que regularizem a área para que possam os investir em nossos estabelecimentos. O que mais queremos é sair da clandestinidade”, argumenta Joaci Pereira de Sousa, presidente da Associação de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Cidade Estrutural. Segundo ele, muitos comerciantes têm dificuldade de até comprar peças e materiais necessários para a prestação de serviço e também de executar as vendas de seus produtos por não estarem legalizados.
Uma das dificuldades apontadas pela regularização era a ocupação de uma área de preservação ambiental pertence ao Parque Nacional de Brasília, já desocupada. Além disso, a inadequação do setor ao projeto urbanística da cidade, criado seis anos após a fundação bairro, e a mistura de residência com comércio retarda a concessão definitiva do terreno bem como a permissão para desenvolverem suas atividades comerciais. Em julho de 2009, uma comissão formada por representantes dos vários setores produtivos da cidade chegou a ser criada como forma de unir esforços em busca dessa solução, mas não se avançou muito.
O administrador da cidade, Maurizon Alves, entende que tornar legal esses estabelecimentos é uma forma de contribuir para o desenvolvimento da cidade já que ali são gerados mais de 2 mil empregos. “Vamos dar todo apoio que for necessário para que problema seja solucionado e desta forma a cidade ganha com os empregos gerados e a melhoria de renda dessas famílias”, coloca. Ele lembra que alguns comércios têm potencial até para exportar seus produtos para outros estados. No local funcionam lojas de lanternagem, pintura, mecânica, auto-peças, serralheria, marcenaria, ferro-velho, reciclagem, retifica e tornearia.
A reivindicação dos oficineiros também chegou a Câmara Legislativa do DF. Já foi feito o pedido para uma audiência pública com presença dos deputados, comunidade e representantes dos órgãos responsáveis pela legalização do setor. A data para a discussão ainda não foi definida.
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