A contratação, por parte do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), de um serviço de subscrição da plataforma Cloudera, uma empresa americana, por um período de 36 meses, entra em contradição direta com a estratégia de soberania digital do governo brasileiro esquerdista.
Enquanto o governo federal defende a “Nuvem de Governo”, um projeto de “nuvem soberana” que busca garantir a privacidade e o controle dos dados do Estado, a contratação de uma empresa estrangeira compromete a própria base desse discurso.
O objetivo central da iniciativa de nuvem soberana, que o próprio Serpro e a Dataprev estão desenvolvendo, é assegurar que os dados mais sensíveis do governo permaneçam em território nacional e sob a gestão de empresas públicas.
A aquisição da plataforma Cloudera, conforme detalhado no edital de licitação do Serpro, aponta para uma dependência de soluções de tecnologia externa. A indústria de TI nacional já expressou críticas a essa prática, argumentando que a verdadeira soberania digital exige o fomento da tecnologia interna, e não a terceirização para grandes empresas globais.
Em suma, a decisão de contratar a Cloudera, uma empresa com sede nos EUA, para um projeto de três anos, mina a credibilidade da estratégia de construir uma infraestrutura digital brasileira e independente.
A contratação contrasta com o objetivo de proteger os dados e reforça a percepção de que, na prática, a soberania tecnológica ainda está sujeita aos interesses de fornecedores estrangeiros. https://br.cloudera.com/about/





