Corretores de imóveis protestam contra atuação da Agefis

0
8
Corretores defenderam aprovação da LUOS e reclamaram da Agefis

Os corretores de imóveis de Brasília comemoraram o dia dedicado à categoria (27 de agosto) em sessão solene da Câmara Legislativa nesta quinta-feira (29). Marcada por reivindicações e protestos contra a atuação da Agência de Fiscalização (Agefis) do GDF, a homenagem aconteceu no plenário da Casa e atraiu dezenas de profissionais da categoria e representantes de classe. O evento aconteceu por iniciativa dos deputados Rôney Nemer (PMDB) e Dr. Michel (PSL), que presidiu a solenidade.

Dr. Michel destacou a relevância das atividades desenvolvidas pelos corretores de imóveis, lembrando ser preciso diferenciar “o trabalho sério dos corretores de imóveis, devidamente registrados no conselho, daqueles que tentam burlar a legislação”. “O corretor, com a venda de nossa primeira casa, nos proporciona a mesma alegria que temos ao nascer nosso primeiro filho. É tão importante como o médico ou o advogado”, comparou o parlamentar, ao manifestar apoio às reivindicações apresentadas pela categoria.

O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília, Geraldo Nascimento, fez um pronunciamento em tom de desabafo, já que, segundo ele, as demandas defendidas hoje são antigas. Ele reclamou, sobretudo, das dificuldades enfrentadas no exercício profissional. Ao defender diálogo com o GDF, propôs que os corretores possam instalar “pirulitos” perto dos prédios, para anunciar os imóveis com tranquilidade. Pediu, também, garantia de espaço nas calçadas.

“Temos sofrido perseguição por parte da Agefis, que não apenas multa, mas algumas vezes age com violência contra nós. Somos abordados como marginais”, afirmou, reforçando que, para vender imóveis em Águas Claras e Noroeste, os corretores têm que trabalhar debaixo da chuva ou na poeira, sendo retiradas suas tendas. Ele lembrou que grandes empresas, como cervejarias, ostentam faixas na cidade, sem serem incomodados pela fiscalização.

Também o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) da 8ª Região, Hermes Alcântara, apresentou várias reivindicações em nome da categoria. E endossou as reclamações contra a Agefis.  Enfatizou que o DF já tem hoje quase 22 mil profissionais, disse que o mercado local  “está inchado” e que a Secretaria de Educação deveria ajudá-los a combater  “a venda de diplomas de corretores”, fiscalizando as escolas profissionalizantes. “O problema nem é o aumento do número de corretores,  mas o fato de entrarem no mercado pessoas despreparadas”, criticou.

Hélio Caetano, representante  da Associação dos Corretores de Imóveis, fez um apelo aos colegas para que participem mais ativamente das iniciativas que acontecem no Legislativo em defesa da categoria. Destacou, como exemplo, a votação no Congresso Nacional de projeto sobre caixa de assistência própria. “Temos que acompanhar e discutir o que está sendo votado, para conhecer as vantagens e, também, o que não nos interessa nessas propostas”, alertou.

Normas e leis – A aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), assim como do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), foi defendida pelo vice-presidente do Sindicato da Habitação/DF, Ovídio Maia, como medida aguardada com ansiedade pela categoria. “Precisamos de segurança jurídica para comercializar os imóveis, com leis definitivas e normas de ocupação”, pregou o dirigente. Ele lamentou a cassação de alvarás de funcionamento, o que tem prejudicado os negócios, e a falta de habite-se em várias cidades do DF, impedindo a regularização dos imóveis e a contratação de financiamentos.

O deputado Rôney Nemer (PMDB) também homenageou a categoria e defendeu a necessidade de aprovação da legislação para uso e ocupação do solo, o que, a seu ver, beneficiará tanto os moradores como os corretores, em suas vendas. Ressalvou, contudo, que as novas leis precisam ser bem debatidas pela sociedade e pela própria categoria dos corretores. E destacou que poderia apresentar projeto de lei semelhante ao que fora aprovado no Rio de Janeiro, obrigando as empresas a pagarem pelo menos salário mínimo para os corretores contratados.

Vários outros parlamentares, como os deputados Olair Francisco (PTdoB), Aylton Gomes (PR) e Joe Valle (PSB), participaram da solenidade e manifestaram solidariedade aos corretores de imóveis, destacando a força da categoria e a contribuição para o desenvolvimento da economia local.

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social
Fonte: CLDF

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui