CORRUPÇÃO VIA SEDEX NO GOVERNO DE ARRUDA

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A Operação caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga a corrupção no governo do DEM no DF, interceptou um pacote de Sedex com dinheiro que, segundo o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, foi enviado por uma empresa de informática para chegar ao governador do DF (José Roberto Arruda) e demais pessoas. A quantia foi estimada pelo próprio Durval em R$63.310. A primeira perícia no pacote, ainda lacrado, foi feita com ajuda de raio-X, pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF, e indicou que de fato o conteúdo é dinheiro vivo. O delegado responsável pelo caso, pediu aos peritos que localizem possíveis impressões digitais. A história do pacote tem origem na manhã do dia 13 de outubro passado, segundo o depoimento prestado à PF por Barbosa. Ele disse que o encontrou ao chegar para trabalhar no seu gabinete na Secretaria, no anexo do Buriti. Barbosa anotou numa folha de papel: “CTIS mandou entregar na secretaria (recepção) como Sedex”. Pela divisão, caberiam “25.324” ao governador Arruda (ou 40% do total) e “18.993” para o vice-governador, identificado pelas iniciais “P.O.”, de Paulo Octávio. A CTIS faturou em 2008, R$457 milhões em 189 contratos. A empresa mantém no GDF, contratos com a Terracap e a Secretaria de Fazenda. Em 2008, a CTIS contratou como seu “diretor de vendas ao governo”, Luiz Fernando Wellisch, que, até o final de 2007, era o secretário de Finanças do prefeito de São Paulo, Gilberto kassab (DEM). Pelo visto, Arruda fez um bem danado ao DEM nacional. O presidente da CTIS Tecnologia, Avaldir da Silva Oliveira, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo, que a “CTIS em momento algum foi acusada nesse processo, tendo seu nome mencionado tão somente no apenso 3 e com base na suposição de que ‘teria sido’ a responsável pelo envio de um envelope de Sedex”. O resultado das impressões digitais mostrarão quem diz a verdade. Vamos aguardar.

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