Defesa de Demóstenes descarta possibilidade de renúncia ao mandato

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    ADVOGADO KAKAY

    O advogado de defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido – GO), Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse nesta terça-feira (3) à Coluna que descarta qualquer possibilidade de o senador renunciar ao mandato. Quanto à reivindicação de setores da sociedade que o voto seja aberto, Kakay afirmou que seria um ato “injurioso”, já que o parlamentar “vota de acordo com sua consciência”, seja o processo aberto ou sigiloso. Kakay reafirmou ainda que o desejo de Demóstenes é que seu processo de cassação seja votado em plenário, por todos os parlamentares. Leia, na íntegra, a entrevista concedida com exclusividade:

    Qual a expectativa para a análise do processo de cassação do Demóstenes na CCJ?
    Na verdade, vai ser exatamente o que estamos pedindo: vão mandar para o plenário. Essa é a expectativa desde o início.

    O senador Demóstenes disse que, durante essa semana, subirá todos os dias à tribuna para se defender. Por que?
    O interesse do Demóstenes é falar diretamente com os senadores [na Casa], que é o ambiente dele. É um direito dele fazer essa defesa pessoal.

    Dizem que a possibilidade de cassação aumentou… 
    Isso não existe. Tudo é invenção. Todos os dias vêm perguntando se ele vai renunciar, não sei da onde vem [essas histórias]. Nós tínhamos uma estratégia, que eu trabalharia na defesa técnica e que, após, ele faria uma defesa pessoal junto aos senadores e isso está sendo cumprido. Eu não sei como se pode imaginar esse placar, eu nunca fiz isso.

    Quais resultados o senhor espera dos pronunciamentos dele no Plenário?
    Não quero fazer comentários sobre os méritos disso. A defesa tem o papel de fazer a defesa técnica e o senador tem liberdade ampla para fazer sua defesa pessoal.

    Qual é sua opinião sobre o pedido de votação aberta?
    Seria injurioso defender o voto aberto. O senador vota de acordo com sua consciência, portanto seu voto deve ser o mesmo, em votação secreta ou aberta. Se um advogado defendesse o voto aberto – como alguns senadores estão fazendo – seria criticado. O voto, nesses casos, é secreto e a Constituição assegura esse direito.

     

    Fonte: Cláudio Humberto

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