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    Delegado é favorito para presidir a CLDF (e Negreiros corre por fora…)

    MICHELReeleito, o deputado distrital Dr Michel (PP) desponta como favorito para presidir a Câmara Legislativa do DF a partir de janeiro de 2015. Ele está quieto, mas nos bastidores seu nome tem aparecido em várias conversas de  grupos que articulam a futura composição da Mesa Diretora da CLDF.

    Dr Michel, Rodrigo Delmasso, Celina Leão,  Raimundo Ribeiro e Chico Leite aparecem como favoritos para a  composição da Mesa Diretora.  E correndo por fora o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli,  faz a seguinte conta: tem três deputados distritais (Wellington Luiz, Rafael Prudente e Robério Negreiros) e mais quatro do PT (Ricardo Valle, Wasny de Roure, Chico Vigilante e Chico Leite).

    São sete votos, e Filippelli acha que conseque emplacar Robério  na presidência da Câmara Legislativa. A disputa nos bastidores está a mil, e promete pegar fogo a partir da próxima semana, após as eleições. Filippelli não quer ficar sem o poder.

    Mas boa parte dos novos distritais não deseja ver mais Filippelli ‘turbinado’ através da CLDF. Acham que ele já foi muito bem contemplado no governo do PT, principalmente nas áreas  de publicidade e  transportes nos últimos anos.

    Por outro lado, Robério Negreiros não gosta muito do colega Dr Michel, que é delegado de Polícia. Robério é filho do dono da empresa de segurança Brasfort, que possui contratos com o GDF e na Esplanada dos Ministérios. Robério tem um histórico de denúncias. Ele e seu pai foram presos juntos, em 2004, e investigados pela suspeita de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional e formação de quadrilha na Operação Sentinela, da Polícia Federal — que apura fraude em licitação no Tribunal de Contas da União (TCU).

    Robério sonha comandar o legislativo local. Conseguirá?
    Robério sonha comandar o legislativo local. Conseguirá?

     

     

     

     

     

     

     

     

    Relembre o caso nesta matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 11 de dezembro de 2004:

    OPERAÇÃO SENTINELA

    Empresários teriam manipulado duas licitações, que totalizam R$ 11,9 milhões; 5 empresas são investigadas

    Justiça solta últimos acusados do caso TCU
    ANDRÉA MICHAEL
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    A Justiça soltou os empresários Robério Bandeira de Negreiros e Robério Bandeira de Negreiros Filho, da empresa Brasfort, presos sob a acusação de praticar fraudes em licitações do TCU (Tribunal de Contas da União) com a participação de seus próprios concorrentes e de servidores do órgão.
    Negreiros pai e filho foram os últimos a ganhar a liberdade entre os seis empresários e quatro servidores do TCU presos pela Polícia Federal na Operação Sentinela, realizada no dia 2 deste mês.
    Procurado pela reportagem às 18h de ontem, em seu escritório e no telefone celular, o advogado de Negreiros e Negreiros Filho não atendeu às ligações.
    Na Operação Sentinela, a PF investiga a suposta manipulação de duas licitações do TCU em 2004 que totalizam R$ 11,9 milhões. Em ambas, a Brasfort foi beneficiada total ou parcialmente.
    A Brasfort é uma das cinco empresas no setor de segurança e contratação de mão-de-obra terceirizada sob investigação da PF. O conjunto inclui a Confederal, que pertence ao ministro Eunício Oliveira (Comunicações) e à sua mulher, Mônica. O ministro declara-se afastado da empresa.
    De acordo com escutas telefônicas feitas pela PF com autorização judicial, o sucesso da Brasfort teria sido garantido pela colaboração de servidores do TCU.
    O principal articulador dos interesses da empresa dentro do tribunal, conforme apontado em despacho judicial que levou à prisão de empresários e servidores, é o secretário-geral de Administração do órgão, Antonio José Ferreira da Trindade.
    Segundo o despacho judicial, que compila dados de relatórios de investigação da PF, Trindade teria defendido também os interesses da Brasfort ao propor ao TCU a possibilidade de modificar parte dos critérios observados na reformulação dos valores de contratos firmados pela administração pública. A decisão proferida pelo órgão, no entanto, atendeu somente em parte à suposta demanda da Brasfort.
    Pelo que consta das escutas da PF, o diretor comercial da Confederal, Ênio Brião Bragança, que foi preso e também já está solto, teria acertado com a Brasfort procedimentos para que, elevando o preço de sua proposta, ficasse de fora de uma disputa realizada em setembro. A manipulação garantiu à Brasoft um contrato de R$ 5,5 milhões.
    Deixaram a custódia da PF em Brasília nesta semana o executivo Ênio Bragança e os empresários Marcelo Borges, Carlos Antonio Almeida e Miguel Novais da Silva.

    Fonte: Donny Silva

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