DEMÓSTENES TORRES COBRA EXPLICAÇÕES DO GOVERNADOR DO DF

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DENÚNCIA – Demóstenes Torres cobra explicações do governador do DF

Demóstenes Torres, Celina Leão e Liliane Roriz: "Agnelo precisa explicar e convencer"

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou na manhã desta terça-feira (21) que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), deve explicações à população sobre as denúncias de seu envolvimento com a M Brasil, empresa supostamente fantasma que financiou campanha eleitoral de candidatos do Partido dos Trabalhadores. O senador fez a declaração ao receber de duas deputadas distritais, Celina Leão (PMN) e Liliane Roriz (PRTB), a farta documentação que gerou reportagem na Revista Época e que foi entregue também ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e ao Ministério Público Federal.

Após a publicação, Demóstenes Torres protocolou requerimento para convidar o chefe do Executivo do Distrito Federal para explicar a acusação na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal. “Realmente há muito que explicar. Já é passada a hora do governador esclarecer essas denúncias”, afirmou o senador durante a reunião que ocorreu no Senado Federal. Segundo Torres, são grandes os indícios de possível favorecimento indireto de Agnelo à empresa denunciada, enquanto o petista esteve na direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Queremos saber o real motivo para que, segundo a reportagem, Agnelo teria favorecido a empresa, contrariando as regras da própria agência”, afirmou.

De acordo com a Revista Época, enquanto esteve na direção-geral da Anvisa, Agnelo Queiroz assinou ato que beneficiou a M Brasil, contrariando a regra da própria agência que proíbe uma mesma empresa atuar como distribuidora de medicamentos e farmácia. Mesmo assim, em dezembro de 2009, Agnelo renovou a autorização de funcionamento da M Brasil. No ano passado, no entanto, com Agnelo fora da agência, a Anvisa indeferiu um novo pedido de renovação.

Para as autoras da denúncia, a denúncia é grave. “Resolvemos entregar pessoalmente a documentação para mostrar ao senador que realmente há muita coisa mal explicada nesse processo”, afirmou Celina Leão. Na opinião de Liliane Roriz, o governador do DF se limitou a dizer que as contas já estavam aprovadas pela Justiça Eleitoral. “É uma postura estranha, já que essa denúncia vai além de um possível crime eleitoral. Pode, inclusive, trazer à tona até crime de improbidade administrativa e de tráfico de influência”, enumera.

Há dez dias, a procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Carvalhido, recebeu representação das mãos das duas distritais e avaliou que na denúncia havia documentação suficiente para abrir investigação. No entanto, por envolver Agnelo Queiroz, a chefe do MPDFT decidiu encaminhar a denúncia ao Ministério Público Federal, que tem a prerrogativa para investigar governadores. Além de Agnelo Queiroz, que recebeu R$ 450 mil da M Brasil, outros políticos como Ricardo Berzoini, ex-presidente nacional do PT, e Chico Vigilante, ex-presidente do PT-DF e hoje deputado distrital, também foram beneficiados pelo suposto esquema montado pela M Brasil. Vigilante, inclusive, é alvo de investigação na Comissão de Ética da Câmara Legislativa do DF.

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