DESABAFO DE UMA CIDADÃ

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O blog recebeu e-mail de uma cidadã inconformada com o GDF. Confira:

“Eu fiz o concurso para Auditor fiscal de atividades urbanas, fiquei nas vagas na objetiva, mas na discursiva fui eliminada por 0,5 . Houve saltos de mais de 270 posições. Pessoas que estavam em torno da 370° posição, passaram a figurar dentro do número de candidatos para o curso de formação, entre os 100 primeiros. É estranho demais.
É de conhecimento de todos o descaso com que é tratado o transporte público no Distrito Federal. Faltam ônibus nos horários de pico. E, os que circulam, estão sem manutenção. Por isso, é comum ver os veículos quebrados pelas ruas. Além disso – como se já não bastasse -, há uma notável defasagem no contingente de fiscais de transporte nas ruas.

Com o intuito de amenizar essa falta de pessoal, o Governo do Distrito Federal lançou no ano passado um edital com 25 vagas imediatas e 100 para a formação de cadastro reserva. Todos os 125 aprovados passariam por um curso de formação.

O problema é que, na prova discursiva, os funcionários da Fundação Universa não aplicaram os critérios de correção estipulados por eles mesmos no edital de abertura. Por causa disso, quase 80% dos candidatos foram eliminados nesta fase.

O tamanho da arbitrariedade da banca foi tão grande que o Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu o concurso, até que a organizadora explique quais foram os requisitos usados para considerar uma resposta certa ou errada. Para se ter uma ideia, nem mesmo o número de componentes do curso de formação foi preenchido. Ao todo, 400 candidatos fizeram as redações. Entretanto, apenas 97 foram aprovados, restando ainda 28 vagas a serem preenchidas.

Quem sai perdendo? Não só aqueles os participantes da seleção, mas quem depende do transporte público. Por causa disso, podemos chegar à conclusão de que o problema do transporte público do DF está longe de ser solucionado”.

A. N.

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