Desembargador que comparou propina a gorjeta, revoga 12 mandados de prisão da Operação Fiat Lux

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O desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF-2, revogou os 12 mandados de prisão temporária da Operação Fiat Lux, que foram determinadas por Bretas e que atingiram Silas Rondeau. Realidade: para corruptos não há prisão, só para apoiadores do atual governo.

Em 2004, o desembargador foi alvo de uma ação do Superior Tribunal de Justiça sob acusação de estelionato e formação de quadrilha, e ficou sete anos afastado do cargo devido à investigação.

Um inquérito contra Athié, com as mesmas acusações, foi arquivado em 2008 pelo STJ a pedido do Ministério Público Federal. O órgão alegou não ter encontrado provas a respeito de Athié ter proferido sentenças em conluio com advogados.

Ele retomou às atividades em 2011, após decisão do STJ. O habeas corpus encaminhado ao Supremo Tribunal Federal pela defesa de Athié foi acatado em 2013 para trancar a ação contra o desembargador.

Os votos em colegiado dele também são polêmicos. A primeira turma do TRF-2 é responsável pelo julgamento da Operação Pripyat, desdobramento da  Lava-Jato no Rio de Janeiro referente às investigações relacionadas à Eletronuclear. Athié era relator do processo contra o ex-presidente da companhia Othon Luiz Pinheiro e votou favoravelmente para revogar a prisão preventiva do empresário, determinada pelo juiz Marcelo Bretas.

Foi nesta sessão que o desembargador comparou propina a gorjeta.

—Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol. Significa gorjeta — justificou.

Em 2019, Athié revogou a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer, do ex-ministro Moreira Franco e de mais cinco investigados que estavam detidos por decisão do juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro.

Pelo visto, o desembargador não gosta de ver notáveis corruptos na cadeia…

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