Desorientação: A falta de rumo do PSDB

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aecioAgonia

 

 

 

A oposição cega prejudica o país

A reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014, por estreita margem de votos, a impopularidade da inquilina do Palácio do Planalto, o escândalo do petrolão, as dificuldades do governo por causa dos desacertos de Dilma I, a crise na economia, o colapso do PT. Tudo parece conspirar a favor do PSDB, o principal partido de oposição do país. Diante dessa avenida aberta, os tucanos confirmam a pecha que os acompanha desde a fundação do partido, em 1988: não sabem que rumo tomar… Pior ainda. Têm frequentemente dado o passo errado na direção do retrocesso, afastando-se do legado modernizador do governo Fernando Henrique Cardoso em áreas como a responsabilidade fiscal.

Em meio a muito vaivém, os tucanos desistiram de patrocinar um pedido de impeachment de Dilma. Um procedimento politicamente inteligente, pois um impeachment jogaria o PT na oposição e aumentaria as chances de Lula em 2018. Para escapar da acusação de leniência, o PSDB descamba agora para um comportamento de oposição cega e inconsequente que, por muito tempo, caracterizou o PT. Para tal, renega suas próprias ideias. Foi o que ocorreu na votação das medidas fiscais pelo Congresso. Os tucanos votaram a favor da flexibilização do fator previdenciário, um mecanismo justo introduzido pelo governo Fernando Henrique para inibir as aposentadorias precoces. A mudança pode arruinar as contas da Previdência Social.

A desorientação dos tucanos se manifesta em outras áreas. O vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, divulgou uma carta em que questiona como 21 de 47 deputados tucanos votaram a favor do sistema eleitoral do distritão, que fragiliza os partidos, mesmo com a posição do partido a favor do distrital misto. O ex-deputado Arnaldo Madeira, ex-líder do governo Fernando Henrique, cobrou a incoerência do partido em apoiar o fim da reeleição para cargos executivos, sem nenhum tipo de debate, 18 anos depois de ter patrocinado uma mudança na Constituição para permiti-la. Era de esperar, num momento de profundo catatonismo no governo, que viessem da oposição as ideias modernizadoras para o país em crise. Não vieram. Pelo menos até agora.

 

 
Fonte: Revista Época

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