Dia Nacional da Adoção: toda criança e adolescente tem o direito indiscutível de viver em família

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Núcleo da Infância e Juventude move cerca de 20 ações no mês para adoção

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Nesta segunda-feira (25), é comemorado o Dia Nacional da Adoção e a Defensoria Pública do Distrito Federal tem um núcleo específico para estes casos. O Núcleo da Infância e Juventude move cerca de 20 ações por mês em casos de adoção.

A pedagoga, Crislei de Morais, 41, tomou esta atitude quando fez uma visita a um abrigo e sentiu a necessidade de adotar uma criança. “Quando eu cheguei lá, olhei para a Ana Beatriz e pensei: que menina linda!”, conta. Na época, em 2011, Crislei era estagiária de Direito no Núcleo de Sobradinho da Defensoria.

Ela conta que apesar de ser estagiária da Defensoria, não sabia como funcionava o processo de adoção. Foi então quando procurou o Núcleo da Infância e Juventude para prosseguir com esse desejo que tinha de ser mãe. “Fui até o núcleo e me informei, conversei com o defensor e fizemos o perfil da criança. Logo em seguida, recebi uma ligação falando que havia uma criança negra e deficiente: era a Ana Beatriz! Não pensei duas vezes e disse que queria adotá-la”, lembra.

“O processo de adoção demora porque as pessoas escolhem o perfil perfeito para adotar a criança. Mas filho não é assim, você não escolhe. Apesar de ter a pele clara, eu não poderia afirmar como o meu filho iria nascer mesmo se eu o gerasse. Não sabia como minha filha seria, mas ela veio e quem vê, diz que somos muito parecidas. Me sinto mãe, não tem como explicar. Ela sabe que é filha do coração, mas ela também sempre fala: nasci da sua barriga e pronto!”, se emociona a mãe.

Ana Beatriz de Morais, 04 anos, teve hemiplegia e tem sequelas de toxoplasmose. Aos sete meses de vida, ela não sentava e não rolava. Apesar das dificuldades que teve quando nasceu, com os estímulos e cuidados da família, Ana Beatriz é uma criança normal. “Nós fazemos tudo juntas, judô, karatê. Hoje me sinto totalmente realizada. Se tivesse saído de dentro de mim, talvez não parecesse tanto comigo”, comemora.

O processo de adoção é o mecanismo legal de se alcançar a convivência afetiva com uma criança. O defensor público e coordenador do Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria explica como funciona o processo de adoção. “Este mecanismo pode ocorrer observando o caminho de inscrição de adoção, regra ou dentro de exceções, por exemplo. Quando o pedido é formulado por parentes da criança ou naquelas hipóteses em que já existe um tempo considerável de convivência fática é que se busca a regularização da adoção”, esclarece.

Qualquer pessoa pode adotar, desde que seja maior de 21 anos e capaz, atendendo aos requisitos legais. Dentre eles, a capacidade física e mental, não condenação criminal, especialmente em crimes contra a vida e de costumes. O Núcleo da Infância e Juventude fica na SGAN, quadra 909, blocos D/E, Asa Norte. Telefones: 2196-4500/2196-4504/2196-4501.

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