Diagnóstico de uma lambança

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Hugo Barreto

Na última reunião com a base, o governador Rodrigo Rollemberg (foto) fez apenas uma pedido para os aliados: que não deixassem que o decreto antigreve fosse derrubado no Plenário. Rollemberg tinha plena consciência do desgaste político da derrota. A estratégia era simples: adiar ao máximo a votação da matéria nas comissões da Casa e, no caso de o tema chegar ao Plenário, quebrar o quórum esvaziando o plenário. Nada foi atendido.

Desorganização organizada

O governo não teve habilidade para driblar a pressão dos sindicatos e a pauta saltou as comissões e chegou até o Plenário. Tudo deveria estar sob controle. Só que não. Parte da base seguiu ao pé da letra a cartilha do esvaziamento. Julio Cesar (PRB), Telma Rufino (sem partido), Rodrigo Delmasso (PTN) e Israel Batista (PV) estavam nos gabinetes. Mas outros deputados, como Chico Leite (Rede) e Reginaldo Veras (PDT), não. Continuavam no palco diante dos olhos dos sindicalistas.

Premonição do tombo

“Isso não vai dar certo. Se não fecharem a sessão, vai pintar alguém para dar quórum”, previa um aliado. Dito e feito. O governo não teve forças para fechar a sessão e a oposição segurou os trabalhos até conseguir quórum. Nesse momento, nem mesmo os aliados quiseram passar pelo desgaste de desagradar às categorias e a porteira estava aberta para a derrota. Quem não estava no Plenário correu para a votação e o Buriti tombou por 17 votos.

 

Fonte: Do Alto da Torre/Jornal de Brasília

1 COMENTÁRIO

  1. Opressor do povo! E fica fazendo discurso falso e egoísta. Enquanto isso…
    …escolas abandonadas, faltando exames básicos como o de tireóide no postos de saúde, faltando leite para crianças com HIV, quadras de esporte depredadas e sem manutenção, etc. Quanta incapacidade de gestão! Quanto jogo sujo! Quanta mentira e enganação!

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