DIÁLOGO PAVOROSO

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Vamos relembrar a íntegra do diálogo entre o então deputado distrital Pedro Passos e  o empresário Ronaldo Junqueira, amplamente divulgado pela mídia. Eles falaram sobre algumas pessoas que estão hoje no olho do furacão. Até parece que foi ontem…
RONALDO JUNQUEIRA: Alô

PEDRO PASSOS: Ronaldo?

JUNQUEIRA: Oi.

PASSOS: Você ta bom? É Pedro Passos.

JUNQUEIRA: Oi, Pedro Passos. Você tá bom, sô?

PASSOS: Bão.

PASSOS: Você pode dar uma palavrinha um minutinho.

JUNQUEIRA: Posso, uai.

PASSOS: Deixa eu te falar uma coisa, te perguntar uma coisa. Algum dia na vida eu já fiz alguma coisa que lhe desagradou ou lhe dei alguma palavra contra qualquer interesse seu ou seu de pessoal que eu não saiba? Já fiz isso, pelo amor de Deus?

JUNQUEIRA: É. Mas porque você está perguntando isso?

PASSOS: Ué, mas p*, porque essa matéria em cima de mim, rapaz. Eu, que tô tão f* desse jeito, você fazer uma matéria dessa.

JUNQUEIRA: Pedro Passos, mas eu nunca soube que você entendesse de publicidade. Agora não tem uma semana que você não faz um discurso esculhambando publicidade, não sei o quê. Você tá mudando de ramo? O que tá havendo com você?

PASSOS: (risos) Mas o seu nome, o seu jornal, a sua pessoa eu nunca toquei. Eu toco na sacanagem que tão fazendo com nós, pô.

JUNQUEIRA: Não adianta, rapaz… Quando você esculhamba a publicidade do governo, você está brigando com todos os jornais da cidade. Não é só comigo.

PASSOS: Não, mas não é, não, Ronaldo. O que o governo tá fazendo com a gente, em termos de negócio de matéria em cima da gente, é um negócio horroroso, pô. Aí, quando bate na Câmara, até tudo bem, já é o que ele vinha fazendo mesmo, né. Mas, batendo em mim individualmente, ainda mais você, que eu nutro por você uma amizade pessoal.

JUNQUEIRA: Aí, se a desculpa porque tem um 11 deputados doidos, propondo cortar 20 milhão cada um, a verba do governo de publicidade e você tá lá no meio. Meu Deus do céu!

PASSOS: Mas pra que você vai bater em mim, o único que é seu amigo de verdade, sô? Bate nos outros dez, uai. Acabar com os outros dez. Algum dia na vida você me pediu alguma coisa que eu falasse não para você? Você tem dúvida se você pedir pra mim tirar assinatura de CPI ou botar se eu deixo de tirar ou deixo de botar?

JUNQUEIRA: Ai, eu digo p*, mas esse cara o que é? Agora ele entrou pro meu ramo, rapaz.

PASSOS: Não, meu amigo, mas você não pode fazer isso, não. Porque você tem toda a liberdade e todo crédito do mundo. Você sabe disso? É só me dar um telefonema e fala assim: Pedro sai disso ou entra disso.

JUNQUEIRA: Anteontem mesmo você foi lá em Águas Claras, negociou lá com o [governador do DF, José Roberto] Arruda [DEM] as coisas todas e eu não fui te encher o saco em nada. Você tá entendendo?

PASSOS: Mas então, Ronaldo, tô falando com você uma coisa aqui muito pessoal. Você sabe, eu já te disse isso pessoalmente, você tem créditos tais comigo impagáveis. Em qualquer tempo da vida que você precisar mim, você não precisa de interlocutor e muito menos de pôr matéria no jornal. Basta você me dar um telefonema e falar: Pedro, tô precisando de você aqui de madrugada para você fazer isso para mim que você pode ter certeza que você tem um amigo. É só isso que eu tô falando. Comigo você tem esse crédito pessoal de amizade do seu comportamento comigo. Não justifica você fazer qualquer coisa para conseguir nada comigo. Você tem esse crédito. Basta um telefonema seu para mim, meu amigo, que eu entrou ou saio do que for do seu interesse. Eu te disse isso e tô ligando pra lhe repetir isso. Tô ligando por causa dessa p* dessa matéria não. Tô ligando por conta da relação minha com você. Você tem um crédito pessoal comigo que seja daqui dez anos. Você ligar para mim e falar… falar: Pedro, eu quero que você sai disso ou entra disso. Eu quero que você não tenha dúvida que eu atendo o seu pedido. Se falar em sacanear, pode sacanear o outros 23 [deputados distritais da Câmara Legislativa]. Eu você não precisa não, bicho.

JUNQUEIRA: Você conhece o [deputado distrital José] Reguffe [PDT]?

PASSOS: Ah, ah, ah.

JUNQUEIRA: Deputado novo, cheio de gás, não sei o quê. Você sabe que, na eleição, eu até ajudei ele. Dei uns cartazes para ele, uns trem lá. No dia que ele foi lá, tomou posse, ele foi lá [e disse]: Ronaldo tem alguma coisa possa te ajudar? Eu falei: nada. Nada tem cargo não tem emprego eu não quero nada. Aí ele perguntou e falou assim se tinha alguma coisa que podia atrapalhar. Eu falei: tem. O que que é?. Quando aparecer o assunto publicidade de governo, você sai de plenário. Você corre disso como o diabo da cruz. Por quê? Porque você pensa que está, pensa que tá sacaneamento o governo, mas não tá. Tá sacaneando os jornais. É a Globo, é o c*. E você é muito novo para arrumar uns inimigos desse.

PASSOS: (risos). Eu acho até que…

JUNQUEIRA: Tanto é que você viu que, no negócio das emendas, ele não entrou não. Deixa para o Chico Leite [líder do PT na Câmara], a Érika Kokay [PT]. Tem muito doido aí. Por que você acha que o Paulo Tadeu [PT, vice-presidente da Casa] não assinou nenhuma emenda dessa?

PASSOS: Ele assinou as da mesa, ele assinou…

JUNQUEIRA: Aí, mas ai…

PASSOS: Mas então porque você não bate nos outros, nem sô? Eu tô criticando…

JUNQUEIRA: Todo dia, todo dia chega repórter meu: Olha o Pedro Passos tá lá fazendo discurso esculhambando a publicidade. Olha o Pedro Passos tá lá… P*! Que m* é essa?

PASSOS: Mas você sabe em quem eu tava batendo de publicidade, Ronaldo? Não é nem na publicidade nem no governo. Tava batendo nesse p* de Jornal de Brasília, que todo o dá um cacete na gente, especialmente em mim. Todo dia o cara bota uma nota me enchendo o saco, todo dia bota uma nota me criticando, todo dia bota uma nota me esculhambando. Minha briga não é com o governo. Se fosse briga com o governo, eu vou lá no Wellington [Moraes, secretário de Comunicação do DF]. Não tem ninguém mais amigo que eu que o Wellington. Se fosse alguma coisa de Jornal da Comunidade, eu faria o que tô fazendo isso agora com você. Meu negócio é com essa p* de Jornal de Brasília. Essa p* de jornal sem dono que vive aí acéfalo. A ponto de sacanear os companheiros. Trem de doido isso aí.

JUNQUEIRA: Mas o Wellington Moraes, ele falou comigo, pô: Pô, mas o Pedro tá enchendo o saco.

PASSOS: Mas não é com ele não…Se não viu que eu fiquei quinze dias batendo boca com esse cara do Jornal de Brasília por conta de nota daquela coluna lá? Ele pôs lá nota dizendo que eu mandei para derrubar casa lá. Começou com ele dizendo que eu pedido pro governo derrubar casa de pobre. Aí, ficamos batendo boca um tempão por conta disso, depois veio as matérias criticando a Câmara, forte e fazendo menção a mim, né.

JUNQUEIRA: Agora você vai ver. Tem outra briga ai, só para você saber. O Alírio [Neto (PPS), presidente da Câmara] pegou a verba de publicidade da Câmara e começou campanha essa semana só nessas empresas de outdoor. Os jornais vão comer ele vivo. Teve uma reunião hoje de manhã. Você está entendendo?

PASSOS: Ah, ah, ah.

JUNQUEIRA: Eu já mandei avisar para ele: Não faça essa bobagem. Esse negócio de outdoor. Eu sei que em cada empresa de outdoor tem um deputado por trás. Mas não faça esse trem desse jeito porque esse negócio está ficando proibido. Você está entendendo?

PASSOS: Ah, ah, ah

JUNQUEIRA: Agora quer morrer, morre sozinho.

PASSOS: Pois é.

JUNQUEIRA: Hoje de manhã tive uma reunião com o Álvaro [possivelmente o presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa] com o pessoal da Globo. Você está entendendo?

PASSOS: Ah, ah, ah.

JUNQUEIRA: Ele pensa que a gente não se reúne.

PASSOS: Ah, ah, ah.

JUNQUEIRA: P*, não pode! Ô, Pedro, dá conselho. Põe um pouquinho lá, um pouquinho aqui. Você está entendendo?

PASSOS: Mas a idéia era essa mesmo. É que liberou esse trem essa semana. Na verdade, ele não conversa com nós. Ele ficou de ter uma conversa com todos nós, mas…

JUNQUEIRA: Mas o pau já tá cantando. Já taí aí naqueles outdoors do [empresário] Paulo Roxo, do [ex-senador] Luiz Estevão, do Vigão [ex-deputado distrital Wigberto Tartuce (PP)]…

PASSOS: Já tem propaganda na rua aí, já?

JUNQUEIRA: Já. Então. Isso é bobagem. Isso não faz isso. Você entende? Só pra você vê que tem assunto que não dá pra. Né? Entendeu?

PASSOS: Eu estava fora. Segunda-feira eu viajei para Belo Horizonte e voltei hoje de manhã. Ontem, segunda, eu não falei com ele. Segunda esse negócio da matéria sua ia te ligar…

JUNQUEIRA: Mas o que eu quero saber o seguinte: E, com o Arruda, como é que você está?

PASSOS: Não, tô bem. Foi o que eu falei para ele. Ronaldo…Tem jeito de você ser. Ninguém mais do que eu quer ser ficar amigo dele. Quero estar junto dele. Mas ninguém tem jeito de ficar amigo de uma pessoa só tomando bancada. Vou o que disse pra ele. E ele disse que: Ah, mas não é possível que toda vez que alguém der pancada em você e você desconta em mim. Se o pessoal te sacaneia com negócio da Ceasa, da Emater, de cargo de isso e daqui e de coisas que estavam acertada e não acontece, aí você desconta em mim. Eu falei: Não, governador, eu não sou doido. A última vez que nós conversamos e acertamos as coisas que não aconteceram nenhuma delas, faz três meses. Entendeu, Ronaldo?

JUNQUEIRA: O governo dele tá muito custoso. Aqui pra nós dois. Tá muito custoso, tá muito complicado.

PASSOS: E o problema dele não é nem comigo. Ele não tem ninguém. Nem o líder dele está como ele. Eu disse isso para ele. Aquele dia que votou aquela lei que contrariou ele sobre aquele negócio de tirar a atribuição de remanejar os cargos, todos estavam contra ele. Inclusive teve um jornalista, se não sei se foi o seu, que brincou comigo dizendo que a base estava rachada. Eu falei: Não, a base está unida. Ele falou: Mas como? Eu falei que a base estava contra o governo.
Entendeu?

JUNQUEIRA: (risos). Isso é verdade.

PASSOS: É uma insatisfação generalizada por conta de bobagem. Ele pega um cara, por exemplo, o [deputado] Aílton Gomes [PMN]. Ailton, eu vou nomear seu funcionário seu nos Bombeiros no cargo de quinto escalão. Essa conversa se repete 20 vezes e não acontece. Entendeu? Ai pega o Pedro Passos e me dá cinco nomes para nomear na administração do Paranoá. Você foi mais votado do Paranoá, você tem vínculo lá, não é possível você não ter algumas pessoas lá. Não acontece e esse assunto se repete 10 vezes. Vocês vão ficar louco. Ele governador vai ficar louco. Um governador que tem toda condição de fazer uma interlocução internacional, obter recursos internacionais, fazer uma boa interlocução do governo federal que nós nunca tivemos, boa. Fica gastando tempo dele batendo boca com deputado por causa de dois cargos para cá e três pra lá. Isso tem sentido isso, Ronaldo? Está apequenando o seu mandato dele com uma coisa desnecessária. E gerando uma insatisfação muito grande. Ai fala que os deputados são insaciáveis. Não é verdade, Ronaldo. O pessoal tá querendo por um fim nessa história. O que não pode é conversar acertar e o acerto nunca se realizar. Ele chama e fala lá que não pode cem. Só pode cinco. Então tá bom governador, mas o cinco não acontece.

JUNQUEIRA: ô, Pedro.. Eu tenho um cunhado meu, que é funcionário do Procon, aqueles funcionariozinho vagabundo de R$ 1.200.

PASSOS: Ah, ah, ah

JUNQUEIRA: Que foi demitido naquele decreto de janeiro. Ai eu falei com o Arruda. Arruda, pô renomeia o cara. Não é cargo malandragem de ICS não, era cara que trabalhava lá mesmo no Procon de Sobradinho. Sabe o que aconteceu. Nada. Até hoje. Falei uma vez com ele, falei duas. O cara tá cinco meses um pai de família com quatro filhos dentro de casa em Sobrinho. E peguei e falei com ele e ele disse fala com o Raimundo Ribeiro. Falei. Manda um currículo, eu mandei. Faz dois meses que eu não disse um ai. Para que. Eu chamei o rapaz e botei para trabalhar comigo e pronto. É uma merda um trem desse.

PASSOS: É um horror esse negócio. Isso está desgastando ele muito.

JUNQUEIRA: Agora se acha que eu vou vender minha alma no governo por causa de uma emprego de R$ 1.200. Para com essa bosta. viu?

PASSOS: Ai, a conversa com ele essa última foi nesse sentido. Não, Pedro, vamos passar uma régua no que tem que passar. Não foi nada assim pragmático de solucionar, mas foi uma conversa de me culpa dele. Não, tudo bem, eu realmente preciso me dedicar. Governador, faz parte, é ônus do cargo o senhor se disponibilizar para uma conversa com os deputados. Não tem jeito dele fazer um pacote pronto. Tipo assim, deputado tem dez cargos e pronto. Deputado pode isso, mas não pode aquilo. E nunca mais falar com os deputados vai virar uma [inaudível] maior do mundo. Então essas manifestações contra publicidade e favor de CPIs daquilo outro é muito mais um cabo de guerra com o próprio governador do que qualquer outra coisa. No meu particular eu tô te ligando pela minha relação com você. Você pode sacanear 23, mas eu não p*!. Você tem créditos comigo. Não é ser de dono do jornal, mas de Ronaldo Junqueira comigo. Caça outro pra você bater. Bate no Alírio.

JUNQUEIRA: Agora quebra nosso galho. Não mexe com esse negócio de publicidade não, porque já tem muita gente pra dar trabalho pra nós. Vai fazer CPI do lixo, fazer o que você quiser

PASSOS: (Risos). Eu achei que você estava brabo até com essa do lixo. Na hora que eu vi a matéria, eu pensei que você está contrariado era com negócio desse do lixo, porque você gosta deles aí…

JUNQUEIRA: Nesse negócio do lixo, eu sou amigo dos caras, mas eu não morro abraçado com isso não. Isso não é meu negócio. Ô Pedro, meu negócio chama-se publicidade. É faturado, pago imposto, tenho 250 empregados. Tem um negócio que serve para mim, pra minha família e pro meus amigos como você. Eu olhava e dizia o que esse filho de uma égua, sem vergonha.. Eu chamei o [repórter Ricardo] Calado e falei: dá uma porrada nesse cara, p*.

PASSOS: (Risos) Mas porque que invés de você chamar o Calado pra me uma porrada em mim, você não me chamou?

JUNQUEIRA: É que o Calado é igual àqueles assassinos do Nordeste. Você manda ele atirar e ele atira. Quantos tiros, chefe?

PASSOS: Mas porque você não me chamou ao invés de chamar o Calado, p*?.

JUNQUEIRA: Agora o Wellington Moraes achou bom. Esse f.d.p. desse Pedro Passos é amigo nosso e agora resolver mexer com publicidade. Será que ele quer botar o Valério [Neves, ex-secretário de Articulação do então governador Joaquim Roriz (PMDB)] na cadeia. Ele tá com raiva do Valério. Ô Pedro, você sabe que, se abrir uma CPI aí, quem é quem vai pro pau. Você sabe.

PASSOS: Eu brinquei esses dias com o menino do jornal de Brasília, o Lourenço. A turma do Pequi vai tudo pra Papuda.

JUNQUEIRA: Ora, rapaz, e aquela fila que tinha lá no Valério. Você sabe o que eu estou falando.

PASSOS: (risos). Eu sou a última pessoa a quer briga com qualquer um. Eu só todo tentando compor.

JUNQUEIRA: Agora avisa pro os meninos aí. O Fábio Simão está de volta. Voltou a festa. Agora vai ser tudo bom, entendeu?

PASSOS: (gargalhadas)… Voltou tudo do reino de antes.

JUNQUEIRA: É uai. Só falta agora o Zé Flávio agora.

PASSOS: (gargalhadas). Não enche o saco mais, né?

JUNQUEIRA: Você vai ver agora, o [deputado distrital] Wilson Lima [PR] vai achar que o governo está uma beleza. Vai à m*, rapaz. O problema desses caras aí é que eu conheço todo mundo. Eu sei a dor de barriga

PASSOS: Eu tô ligando pra falar para você pra falar o seguinte: Comigo não, p*. Sacaneia os outros.

JUNQUEIRA: Quando você encontrar o Alírio, pode falar pra ele que teve uma reunião de dono de jornal hoje e da Globo e sua a mãe andou na roda lá.

PASSOS: Eu vou falar, mas eu quero saber se o seu trato comigo tá feito.

JUNQUEIRA: Tá feito, ora.

PASSOS: Que qualquer hora que se tiver qualquer coisa comigo invés de chamar Calado, você vai chamar é eu. Não é porque eu tenho medo de jornal não porque medo de jornal eu não tenho. Modéstia parte medo de jornal eu não tenho. Depois que eu passei 90 dias de campanha, 89 dias de na capa do Correio sendo chamado de bandido, você acho que eu tenho medo de jornal? Mas tenho respeito e gratidão pela sua amizade eu tenho muita. Não tô falando isso para puxar seu saco não porque tenho essa precisão de puxar o saco. No sentido da melhor das intenções… e nem você precisa que eu fique puxando seu saco. Eu vi a matéria quando tá indo para Belo Horizonte. Eles me entregaram esse negócio da internet. Eu falei, mas esse Rolando… eu achei que você tava implicado com esse negócio do lixo. Nem tava fazendo essa leitura de negócio de publicidade.

JUNQUEIRA: Negócio do lixo, quem ganha dinheiro dos inimigos da Qualix eu sei que não é você. Você sabe. É aquela turma lá dos funcionários do Cássio, daquela turma lá, do Cássio Aurélio [possivelmente o presidente da Caenge, Cássio Aurélio Gonçalves, concorrente da Qualix] né, do Augusto [possivelmente o deputado federal Augusto Carvallho (PPS-DF)]. É de outra turma.

PASSOS: É

JUNQUEIRA: Mas deixa pra lá.

PASSOS: Eu vou ai tomar um café com você e depois e nós falamos mais.

JUNQUEIRA: Pode aparecer.

PASSOS: Tá bom, tchau.

JUNQUEIRA: Tchau.

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