DISTRITO FEDERAL Agnelo lança o ambicioso projeto Brasília 2060

2
15

 

O governador Agnelo Queiroz lidera a comitiva que vai, na próxima quarta-feira, assinar o contrato entre os governos do Distrito Federal e de Cingapura para a elaboração do projeto que moldará o crescimento da capital brasileira pelas próximas cinco décadas. “Meu objetivo é fazer de Brasília uma das cinco melhores cidades do mundo para se viver”, esclarece Agnelo. Trata-se de um plano de longo prazo. A distância até o alvo é de cinquenta anos, motivo pelo qual o projeto, dentro do GDF, é chamado de Brasília 2060.

O contrato vai ser assinado em Cingapura. Por envolver governos, em um assunto em que a outra parte tem experiência singular, será feito via contratação direta, no valor de US$ 4,2 milhões a serem pagos parceladamente, a cada entrega das partes do projeto. Do ponto de vista formal, a contratante será a Terracap e a contratada, a Jurong Consultants Pte, braço do Ministério da Indústria e Comércio do governo cingapuriano.

Ao longo dos próximos 18 meses, a Jurong elaborará uma série de estudos, relatórios e projetos integrando quatro grandes eixos — Polo de Desenvolvimento JK, Centro Financeiro Internacional do DF, Cidade-Aeroporto e Polo Logístico. Trabalho semelhante, porém em escala muito menor, feito no Brasil pela mesma Jurong, envolve o planejamento do corredor entre Belo Horizonte e o Aeroporto de Confins — saiu daí a ideia da construção do novo centro administrativo do governo de Minas, instalado no caminho entre o aeroporto e a cidade.

A ideia do projeto Brasília 2060 nasceu na missão internacional à Ásia liderada pelo governador em julho passado. Um dos destinos da comitiva do DF, Cingapura revelou interesse em exportar seus projetos de planejamento urbano, social e econômico. O país, localizado no Sudeste asiático, guarda muitas semelhanças com o Distrito Federal. É uma ilha com área pequena (0,8 km2, sete vezes menor que o DF), desprovida de recursos naturais — não é autossuficiente nem em água potável, que importa da vizinha Malásia. Mas tornou-se uma potência mundial na área de prestação de serviços.

Crescendo em um modelo feito pela própria Jurong, Cingapura saiu do terceiro para o primeiro mundo em 30 anos. A renda per capita pulou de US$ 576 no meio da década de 60, quando sua baía principal mais parecia um pântano cravejado de favelas, para os atuais US$ 50 mil, o terceiro maior do mundo. A cidade tem 100% da população habitando casas e prédios de alvenaria com toda a infraestrutura urbana. O índice de desemprego é de 2% da população economicamente ativa. A base da economia são serviços e indústrias intensivas em tecnologia, conhecimento e inovação.

Do primeiro contato, nasceu a visita de uma comitiva de diplomatas e engenheiros do governo cingapuriano ao Distrito Federal no início deste mês. Eles sobrevoaram as cidades e se reuniram com técnicos das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Transportes, Ciência e Tecnologia, Habitação e Meio Ambiente, bem como com o pessoal da Agência de Águas (Adasa), da CEB e do Ibram. No último contato oficial, um jantar oferecido na casa do governador, os cingapurianos já esboçaram a ideia do que seria o plano macro de desenvolvimento para o DF. “O planejamento consiste na integração das áreas, facilitando a mobilidade urbana, e preocupação com meio ambiente, moradia e lazer”, detalha o chefe da Assessoria Internacional do GDF, Odilon Frazão.

Missão Internacional 
– O contrato com Cingapura será assinado na quarta-feira, mesmo dia em que a comitiva do DF participará do LAB 2012 – Latin Asia Business Forum, encontro de negócios entre a Ásia e a América Latina. Na véspera, o governador fará uma apresentação sobre oportunidades no Distrito Federal à ST Engineering, uma das maiores do mundo no ramo de engenharias avançadas e tecnologias militares. A empresa busca um local para se instalar na América do Sul. Brasília vai se candidatar a recebê-la.

Na ilha, a comitiva conhecerá, ainda, a Nanyang Technological University, a única do mundo a abrigar uma filial do estúdio Dreamworks, dos filmes Shrek e Kung Fu Panda. A Nanyang procura um lugar nas Américas para instalar uma Escola de Arte, Design e Mídia. “Temos o lugar perfeito para eles, contíguo à Cidade Digital, vamos tentar atraí-los para Brasília”, afirma o governador.

A missão também passará pelo Japão — onde serão visitadas as fábricas da membrana e da estrutura metálica da cobertura do Estádio Nacional Mané Garrincha — e pela Alemanha, onde o governador iniciará as negociações para trazer ao DF uma prova do City Challenge, corrida automobilística centrada em tecnologias sustentáveis. Informações da Agência Brasília.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui