Dívida que se arrasta há 20 anos faz justiça penhorar terras de clã Roriz

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Empresa das três filhas do ex-governador do DF tem 50% de suas ações bloqueadas para o pagamento de promissórias devidas a comerciante goiano

 

Lilian Tahan

 

Weslliane, Liliane e Jaqueline são sócias no empreendimento (Rose Brasil/Esp. CB/D.A Press - 3/2/06)
Weslliane, Liliane e Jaqueline são sócias no empreendimento

Cinquenta por cento das cotas da Empresa Agropecuária Palma Ltda. que pertencem a Weslliane Maria Roriz foram penhorados no último dia 8 por força de uma decisão judicial. O bloqueio desse bem visa garantir o pagamento de notas promissórias que, segundo a titular da 17ª Vara Cível do Distrito Federal, são devidas a um comerciante goiano. Segundo o processo, há 20 anos ele vendeu a parentes da família Roriz caminhões e vasilhames próprios para o armazenamento de leite. Em 1995, os vendedores deram o primeiro passo de uma extensa novela judicial que se estende até hoje, alegando, desde sempre, o não pagamento dos bens. À época, o valor da causa era de R$ 926 mil. Hoje, os autores da ação esperam receber R$ 14,4 milhões.

É para quitar o compromisso de duas décadas que. há duas semanas. a Justiça autorizou a penhora de metade das cotas da Agropecuária Palma, que é o tesouro da família Roriz, cujo patriarca é Joaquim Roriz. A ação de execução da penhora de cotas da empresa atinge Weslliane Maria Roriz, filha mais velha do ex-governador. Ela foi avalista do marido, Júlio Henrique Almeida Neuls, na negociação com José Maria da Cunha. E, até essa altura do processo, a Justiça entendeu que a parte de Weslliane na Fazenda Palma é a que garante o acerto da dívida com o comerciante.

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