Divulgação de contracheques da Câmara mostra remuneração de até R$ 50,9 mil

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Divulgação dos contracheques dos servidores da Câmara Legislativa mostra que 53 funcionários ultrapassam o teto constitucional. O redutor foi aplicado em 22 casos, enquanto os outros 31 embolsaram mais de R$ 24,1 mil no início deste mês

 

Lilian Tahan

 

Na Câmara Legislativa, os salários de 53 servidores ultrapassam o teto constitucional de R$ 24.117,62 e são limitados a esse valor para atender a uma determinação legal. É mais do que ganham os distritais e o próprio governador do Distrito Federal. Desses funcionários, 31 efetivamente receberam acima do teto neste mês. Há contracheques que em função de benefícios eventuais chegaram a R$ 37 mil, R$ 48 mil e até R$ 50,9 mil. Só foi possível alcançar essas cifras porque um dia depois de estrear a publicação das informações sobre remuneração, a Câmara reconheceu que os dados estavam incompletos e mudou o método de divulgação. Agora, estão disponíveis, além das quantias brutas, totais líquidos, de funções e o correspondente ao teto redutor.

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Embora na tabela de salários da Câmara os servidores estejam identificados por meio de suas matrículas, a complementação dos dados ajuda a entender a realidade das remunerações no Poder Legislativo local. Na nova lista, 53 matrículas têm correspondência na coluna do teto redutor, o que indica que os salários desses funcionários ultrapassaram o valor permitido pela lei, que é calculado com base nas remunerações dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Por isso, nesse caso, a glosa é aplicada para ajustar os pagamentos aos R$ 24,1 mil autorizados por lei. 

 

 

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