E A SANOLLI?

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Alimentado por dinheiro público, um esquema de cobrança de propina supostamente conduzido por antigos integrantes  do Governo do Distrito Federal é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Os alvos seriam empresas que já prestaram e algumas que ainda prestam serviços ao GDF. A relação promíscua afetava contratos na área de Saúde, envolvendo serviços de limpeza, vigilância e alimentação. Em um dos casos, um empresário do setor de vigilância teria pago 3% de propina sobre o valor de seu contrato para ter o pagamento liberado pelo governo.

A última tentativa de achaque, feita de forma velada, teria atingido a Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação, responsável pela alimentação dos pacientes internados na rede pública de saúde do DF. A empresa está no rol de prestadoras de serviços que estão atuando sob regime de contrato emergencial. A reportagem do Jornal de Brasília teve acesso a uma série de ofícios trocados entre a Secretaria de Saúde (SES) e a Sanoli durante todo o ano passado e aos termos de declarações prestadas por diretores da empresa na Superintendência da Polícia Federal no DF.

De acordo com os ofícios, a Sanoli pedia, de forma insistente, a realização de licitação para o fornecimento de alimentação para os hospitais do DF. A suspeita das autoridades é de que manter a empresa prestando serviços em caráter emergencial facilitaria a perpetuação do esquema, que teria como principal objetivo conseguir o pagamento de propina com a manutenção do contratos, que vinham sendo renovados nos últimos três anos. As empresas acabavam se tornando reféns do esquema já que para receberem os valores mensais pela prestação de serviços tinham que pagar propina.

 Fonte: Jornal de Brasília

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