Empresa da Bahia ainda pode ter dor de cabeça na Falso Negativo

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Uma empresa do interior da Bahia, sediada na região de Irecê, ainda pode se tornar alvo de investigações que prosseguem sobre as fraudes na compra de testes para a Covid-19 na Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

A empresa foi alvo de buscas e apreensões na primeira fase da Operação Falso Negativo, no dia 2 de julho do ano passado, mas não houve denúncia formal contra ela quando do início da ação penal.

Bem orientada no início pela defesa, a empresa teve dificuldades em pagar os honorários advocatícios e não deverá ser mais defendida pela equipe inicialmente contratada.

De acordo com o Gaeco do MP baiano, no estado as buscas foram feitas em empresas e residências de pessoas ligadas à venda dos materiais. Foram apreendidos notebooks, aparelhos celulares, discos rígidos de computadores e pendrives, além de diversos documentos, onde há registro das transações suspeitas. Todo o material apreendido foi encaminhado ao MP do DF para analises e prosseguimemto das investigações.

A operação contou com a participação de mais de 500 agentes do Estado, entre promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e policiais. Além de São Gabriel e Irecê, na Bahia, as diligências ocorreram também nas cidades de Brasília, DF; Formosa e Goiânia, em Goiás; Curitiba, Maringá, São José dos Pinhais e Pinhas, no Paraná; São Paulo, Santana do Parnaíba, Cotia, Itapevi e Barueri, em São Paulo; Joinville, Balneário Camboriú, Ilhota e Navegantes, em Santa Catarina; Serra, Cariacica e Vitória, no Espírito Santo; além de Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou 15 pessoas por suposto envolvimento em organização criminosa montada para fraudar contratos superfaturados para compra, sem licitação, de testes para covid-19.

É o resultado da Operação Falso Negativo, que levou à prisão a cúpula da Secretaria de Saúde do DF. entre os quais o secretário Francisco Araújo Filho.

Autores da denúncia, a Procuradoria-geral de Justiça do DF e os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pediram ainda a devolução do montante de R$ 46.050.000,00 aos cofres públicos a título de reparação aos prejuízos provocados pelas fraudes apontadas.

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