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    Encontro Lula-Biden: Amcham apresenta propostas para fortalecer o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos

     

    Entidade lança hoje a agenda “Brasil-Estados Unidos: oportunidades para uma parceria mais forte”, disponível clicando aqui.

    Por ocasião do primeiro encontro entre os atuais presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, que acontecerá nesta sexta-feira (10/fev.), em Washington, DC, a Amcham Brasil lança hoje a sua agenda de propostas paraaprofundar o relacionamento bilateral.

    O documento “Brasil-Estados Unidos: oportunidades para uma parceria mais forte”, enviado a representantes de ambos os governos, sugere iniciativas conjuntas nas áreas de meio ambiente, cadeias produtivas e de comércio e investimentos.

    “O momento é oportuno para uma maior aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos. Há considerável convergência entre ambos os governos em torno das pautas sobre meio ambiente, fortalecimento produtivo e democracia, o que oferece uma plataforma para uma parceria mais ambiciosa e estratégica”, aponta Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, entidade que reúne mais de 3.500 empresas, representativas de 1/3 do PIB brasileiro.

    Entre as propostas apresentadas pela Amcham, destacam-se:

    • No eixo de meio ambiente e clima, ações como cooperação no âmbito do Fundo Amazônia; fomento a investimentos públicos e privados, inclusive para a transição energética; intensificação do diálogo bilateral em alto nível; cooperação na área de comércio e desmatamento; e cooperação no plano multilateral;
    • No eixo de fortalecimento produtivo, o lançamento de um plano de ações para estimular maior integração e resiliência nas cadeias de fornecimento bilaterais, com ênfase na ampliação de investimentos e comércio em setores considerados estratégicos, como semicondutores, produtos da área de saúde e fertilizantes, entre outros.
    • No eixo de comércio e investimentos, iniciativas como negociar acordo para evitar a dupla tributação; aprofundar as regras em temas não tarifários no comércio bilateral; desburocratizar as operações de exportação e importação de mercadorias; fortalecer os mecanismos bilaterais de diálogo, como o Fórum de CEOs Brasil-EUA; e renovar o Sistema Geral de Preferências dos Estados Unidos.

    Panorama da relação Brasil-Estados Unidos

    O comércio de bens entre o Brasil e os Estados Unidos tem apresentado forte crescimento. Somente em 2022, essas trocas cresceram 25,8% e atingiram a marca histórica de US$ 88,7 bilhões, segundo dados do Monitor do Comércio da Amcham Brasil.

    A relação bilateral é expressiva não apenas em valores, mas sobretudo em qualidade e diversificação. 79% das exportações brasileiras aos Estados Unidos em 2022 foram compostas por bens industriais. Em conjunto com o Mercosul, esse percentual é o maior entre os principais destinos de vendas do Brasil e muito acima da média do comércio do Brasil com o mundo (54%).

    Os Estados Unidos são os principais investidores estrangeiros no Brasil, com um estoque equivalente a US$ 123,8 bilhões, ou 24% do total recebido pelo Brasil até o momento. Trata-se de mais que o dobro do segundo colocado, ocupado pela Espanha, ou mais de cinco vezes o estoque de IED chinês no País.

    No comércio de serviços, os Estados Unidos são o maior destino das exportações e a maior origem das importações do Brasil. Os países intercambiaram mais de US$ 20 bilhões em 2021, sobretudo em serviços empresariais, que agregam mais valor.

    Como principal parceiro econômico-comercial do Brasil, considerando-se as dimensões de bens, serviços e investimentos, a relação com os Estados Unidos possui especial relevância, sobretudo à luz da intenção do novo governo brasileiro de aumentar a sua inserção internacional a partir de uma plataforma baseada na agregação de valor e sustentabilidade”, destaca Abrão Neto.
    Para a Amcham Brasil, que é a maior Câmara Americana de Comércio entre 117 existentes fora dos Estados Unidos, o momento atual e os números das trocas bilaterais favorecem uma maior aproximação em pautas estratégicas, com a possibilidade de desdobramentos positivos para o relacionamento político, econômico e comercial entre ambos os países.  

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