Envolvido em denúncias, Arthur Lira quer dividir o poder com Bolsonaro ao apoiar sistema semipresidencialista

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que foi eleito com amplo apoio do presidente Jair Bolsonaro, agora resolveu botar as mangas de fora e passou a defender a mudança no sistema de governo do Brasil, encampando a tese do “semi-presidencialismo” apregoada por líderes de partidos de oposição ao governo Bolsonaro, especialmente de centro e centro-direita, além de caciques do famigerado Centrão, reconhecido sempre pelo enorme apetite por cargos e contratos.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste domingo, 18, a ideia é avançar na tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) que cria a figura do primeiro-ministro como chefe de governo e diminui as atribuições do presidente da República.

Segundo o projeto, o país continuaria a eleger presidentes de quatro em quatro anos e caberia ao eleito a indicação do primeiro-ministro para liderar o governo. Este nome seria escolhido entre os integrantes do Congresso (leia-se Centrão).

Mas Arthur Lira vai começar a semana tendo que explicar denúncias que envolvem seu nome e de seu principal assessor, Luciano, cujos filhos se tornaram sócios de uma empresa e já faturam muito no Governo Federal.

Isso, sem falar na outra denúncia da revista Crusoé deste fim de semana que denuncia Lira e seu colega de partido, senador Ciro Nogueira envolvidos em esquema no transporte de vacinas.

 

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