ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO EM BRASÍLIA: REFLEXÕES

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São cinco reflexões sobre o pior momento político vivido pela cidade que completará 50 anos em 2010. Leia, avalie e reflita:
– No meio do escândalo, figuras políticas conhecidas na cidade de diferentes siglas partidárias, simplesmente desapareceram. Evitam comentar o inferno astral vivido pelo governador José Roberto Arruda e seus aliados. Há três opções para o ‘sumiço’ : a) Medo b) cautela por eventuais gravações c) assistir de camarote à queda do DEM no DF.
– Arruda afirmou que adversários “orquestraram” uma cilada para derrubá-lo. Mentira! Arruda caiu sozinho a partir do momento em que aceitou o primeiro dinheiro de Durval. Sua arrogância parece não ter fim, mesmo diante de imagens tão expressivas e reveladoras.
– A oposição bem que tentou. Alguns deputados ensaiaram uma debandada, mas prevaleceu a velha frase: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Um pirata jamais morre sozinho. Sempre leva seus marujos junto, mesmo que seja para o fundo do oceano. Recado muito bem dado por Arruda à sua recém reconstruída base política, que prontamente entendeu, acatou e executou as diretrizes do governador, ao protelar para o próximo ano, a CPI e o Impeachment.
– O governo do DEM não ouve pessoas experientes no campo político. E mesmo após toda a exposição de falhas, erros, pecados, atitudes e outros atos explícitos de corrupção, o governo continua agindo da mesma maneira: ouve seus “aloprados” e toma decisões que logo se tornarão em tremenda dor de cabeça. Dizer que Arruda irá apoiar uma possível candidatura de Alberto Fraga ao GDF nas próximas eleições, é quase que prever um suicídio político coletivo. E Arruda não pdoe falar mais em nome do partido porque não pertence ao DEM. O presidente do DEM no DF continua sendo o empresário e vice-governador Paulo Octávio. E o deputado Fraga é investigado já há algum tempo e logo surgirão fatos que possivelmente encerrarão sua carreira política no DF. Segundo um jornal paulista, o Ministério Público Federal já encontrou fatos comprometedores na secretaria de Transportes comandada por Fraga. E ele não irá sozinho. Como se percebe, Arruda continua muito mal informado sobre a conduta de seus próprios auxiliares, e continua arrogante. Ele se esquece que a arrogância precede à queda. A história mundial prova isso.
– E o silêncio conflitante de Tadeu Filippelli? Ele se livrou de Roriz, abraçou Arruda e ficou sem discurso desde o fatídico dia 27 de novembro, quando foi aberta a ‘Caixa de Pandora’ da corrupção no governo do DEM. O presidente do PMDB/DF ainda teve de entregar a Novacap, por determinação da Executiva Nacional do partido. Mas o sonho continua: Filippelli tem tudo para ser vice de Roriz em 2010. Os dois querem (mas não confirmam agora) e o ‘namoro’ já começou, com troca de gentilezas e recados. O ano de 2010 será mesmo um ano repleto de grandes emoções, principalmente para aqueles políticos que se apoiavam na candidatura do governador José Roberto Arruda. Ficaram a ver navios…

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