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    ESCÂNDALO DO INSS: Após longo período de ostentação, Fernando Cavalcanti e Nelson Willians submergem

    Durante muito tempo o advogado Nelson Wilians e o economista Fernando Cavalcanti viveram uma vida digna de bilionário e faziam questão de ostentar – e muito!

    Avião, helicóptero, mansões, carros de luxo, relógios e roupas de marca, escritórios de luxo, hotéis 5 estrelas, viagens internacionais, restaurantes sofisticados e até uma milionária coleção de garrafas de vinho eram mostradas nas redes sociais e em encontros do Lide em Brasília, como símbolo de “sucesso” da dupla.

    Muitos desconfiavam de onde jorrava tanto dinheiro para ostentar principalmente para empresários e políticos. O escritório de Nelson Wilians havia se tornado em um grande centro de lobby junto às autoridades.

    Nelson Wilians adorava ostentar seu jato particular

    Com a divulgação do roubo aos aposentados e pensionistas do INSS, as coisas começaram indicar que a história de sucesso da conhecida dupla estava com os dias contados.

    Prestes a completar nove meses, a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deflagrada em abril de 2025  pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), se aproxima de um desfecho.

    A última fase da Operação Sem Desconto, que apura o desvio de ao menos R$ 6,3 bilhões em descontos associativos não autorizados entre 2019 e 2024, ocorreu em 18 de dezembro do ano passado, quando foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva.

    Inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF) em 13 estados e no Distrito Federal podem resultar no indiciamento de mais de 100 suspeitos de envolvimento direto e indireto na fraude bilionária na Previdência Social (INSS).

    A polícia também tenta provar quanto dos cerca de R$ 6,3 bilhões repassados a sindicatos e associações das folhas de pagamento de aposentados e pensionistas são fruto de conduta criminosa.

    Um dos suspeitos que ganhou notoriedade no caso é Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, suspeito de ter movimentado R$ 53 milhões em recursos furtados dos aposentados por meio de suas empresas.

    Após uma série de buscas, apreensões e prisões temporárias em 2025, a Polícia Federal está agora em um trabalho de bastidores, selecionando e catalogando a vasta documentação apreendida para elaborar o relatório final.

    Fernando Cavalcanti durante depoimento à CPMI do INSS

    Em 6 de outubro de 2025, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti (que era sócio no escritório do advogado Nelson Wilians) depôs à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele é investigado pela PF por supostamente esconder veículos de luxo em Shoppings de Brasília, com o objetivo de evitar apreensão durante a operação que apura fraudes bilionárias nas aposentarias e pensões.

    Mas Fernando Cavalcanti não convenceu o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, que afirmou serem “robustas e inequívocas” os indícios contra o empresário. “É impossível que uma pessoa sai de São Paulo ganhando R$ 5 mil por mês venha para Brasília e amealhe um patrimônio só em carros superior a R$ 20 milhões, uma adega de R$ 7 milhões, imóveis, viagens e toda uma vida de luxos”, disparou o parlamentar.

    Veículos de luxo eram expostos ao público durante encontros do Lide Brasília no escritório de Nelson Wilians e Fernando Cavalcanti no Lago Sul

    O senador fez questão de destacar que as quebras de sigilo bancário e fiscal mostram que Cavalcanti é “apenas uma parte de um esquema maior”, sustentado por fraudes contra aposentados e pensionistas.

    “Está muito bem demonstrado que ele (Fernando) é um laranja. Mesmo que declare esses bens no Imposto de Renda, dificilmente consegue explicar a origem de tanto dinheiro. É uma máfia bilionária, que sabem muito bem os meandros do poder e da Constituição, e que agora tenta montar uma defesa dentro dessas prerrogativas jurídicas”, concluiu.

    Fernando Cavalcanti afirmou que seria “ilógico” esconder seus carros em locais públicos: “Se eu quisesse esconder meus carros, não os deixaria em um shopping. Isso não faz sentido.”

    Interpelado sobre a justificativa do economista que virou empresário, o presidente da CPMI do INSS disparou: “É muita coincidência que esses veículos tenham sido levados para shoppings um dia antes da operação da Polícia Federal”.

    O fato é que após a exposição na CPMI do INSS, Fernando Cavalcanti, agora ex-sócio de Nelson Wilians, submergiu por completo aguardando o final da história. Deixaram de fazer postagens principalmente no Instagram.

    E Nelson Wilians colocou seu jato particular à venda e também deu uma sumida nas redes sociais.

    Em fevereiro tem mais capítulos sobre a “dupla ostentação”.

     

     

     

     

     

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    Deve ler

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