Especialistas: Liderança de Arruda no Ibope mostra que ética não é decisiva para voto

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Cientistas políticos alertam que ainda é cedo para saber o comportamento do eleitorado nas urnas.

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Ontem, em debate realizado pela Associação Comercial do DF, os candidatos se uniram para criticar Arruda, destacando a importância da Lei da Ficha Limpa. Arruda reagiu:

— Sou do tempo em que se ganhava no voto, sem leizinhas feitas para pegar esse ou aquele — disse o candidato.

Arruda em comício pelas ruas: especialistas lamentam que a política do ‘rouba, mas faz’ perdure nas eleições – André Coelho / Agência O Globo.

Na opinião de cientistas políticos, o fato de o ex-governador José Roberto Arruda (PR) estar liderando, com 32% das intenções de voto na pesquisa Ibope, a corrida ao governo de Brasília mostra que a questão ética não tem o peso maior na escolha de todos os eleitores. Apesar de ter sido flagrado em vídeo recebendo dinheiro do esquema que ficou conhecido como mensalão do DEM, e de ter sido preso e nem completado o mandato como governador do DF, Arruda ainda é visto como opção para o comando da capital do país…

— Do ponto de vista da consciência cidadã, só tenho a lamentar que ainda perdure o princípio do rouba, mas faz. O desempenho de Arruda nas pesquisas comprova algo que a gente já sabe: a ética não é uma questão decisiva para eleger ou deixar de eleger no Brasil. Além disso, há uma reação do brasiliense diante da ineficiência da administração petista — analisa o cientista político Paulo Kramer, ex-professor da Universidade de Brasília.

Para os especialistas, no entanto, ainda é cedo para saber como o eleitorado se comportará nas urnas. O alto índice de rejeição de Arruda e também de Agnelo Queiroz (PT), atual governador e candidato à reeleição, pode até abrir brecha para o crescimento de uma terceira via na cidade. No momento, de acordo com o Ibope, o candidato que poderia ser essa terceira via é Rodrigo Rolemberg, do PSB, que aparece tecnicamente empatado com Agnelo Queiroz, mas tem um dos menores índices de rejeição. De acordo com o Ibope, Agnelo tem 46% de rejeição; Arruda, 32%; e Rolemberg, 7%.

— Há uma grande possibilidade dessa reviravolta em favor de Rolemberg, que poderá ser beneficiado pela rejeição alta dos outros dois candidatos. Mas Agnelo tem a máquina do Estado a seu favor, o que pode ter peso na eleição. Arruda está contando com o apoio dos eleitores de Joaquim Roriz — disse o professor aposentado da Universidade de Brasília David Fleischer.

Ontem, em debate realizado pela Associação Comercial do DF, os candidatos se uniram para criticar Arruda, destacando a importância da Lei da Ficha Limpa. Arruda reagiu:

— Sou do tempo em que se ganhava no voto, sem leizinhas feitas para pegar esse ou aquele — disse o candidato.

 
Fonte: O GLOBO

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